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Mães mais que [im]perfeitas

|| Desafio || O meu parto... Força de Viver

Guerreira é aquela mulher que não desiste na primeira barreira
Nem na segunda
Nem na terceira...

Angel Mancio

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 Mais uma sexta-feira e hoje temos a nossa segunda história real de um parto no qual a nossa mamã Mariana esteve entre a vida e a morte.

Aqui fica o relato real de mais um milagre!

 

 Conforme me mostraram e me deixaram dar um beijinho, levaram-na de mim

Olá mamãs, 


Vou começar a contar o meu parto, estava previsto a L. nascer a 5 outubro, mas como o parto tinha que ser de cesariana, no dia 15 setembro ia ser agendado para dia 30 setembro.
Quando pelas 23h do dia 12 me rebentaram as águas, lá fomos nós para o hospital, foi logo levada, o Dr. de serviço estava a ver se me aguentava até 8h da manhã do dia seguinte para não ter chamar de emergência as várias equipas que seriam necessárias estarem presentes na minha cesariana (complicações de coluna e não podia ser entubada), mas pelas 5:30, fez me toque e disse que não podíamos aguardar mais ou bebé nascia/sofria, lá chamou de urgência as equipas, fui levada para o bloco...às 6:26 nascia a minha L.
Conforme me mostraram e me deixaram dar um beijinho, levaram-na de mim e disseram-me que estava haver um problema "ali em baixo ", (só fiquei com a imagem daqueles grandes olhos olharem para mim que pareciam duas amêndoas!) ouço gritos a chamar o médico mais experiente, que conforme chegou começou aos gritos com as Dras. "assim não chegam lá, tiravam tudo para fora, esta perder sangue de mais, vamos perder a mãe...agarrem a mãe, induzam lhe o coma ou perdemos a mãe!!!"
Quando a anestesista me veio dizer que me tinham de por a dormir um bocadinho, para resolver o problema, conforme acaba dizer isso, não me lembro de mais nada!...
Acordaram me ao fim de 3 dias, estava eu no SO, assim que "vim a mim" lembrei-me de que tinha tido uma bebé, e comecei a perguntar por ela...só sosseguei quando me transferiram para o pé dela.
Resumindo, ao abrirem me devido a placas de endometriose agarradas a uma veia, ao mexer rompeu e não conseguiam chegar à veia para laquear, tiveram que tirar útero, intestinos, etc para fora para laquear veia, ao fazê lo tinha mais placas que rasgaram os intestinos, tiveram que chamar outros especialistas, que cortaram parte intestino, estive 5h no bloco a tentarem me salvar a vida, levei 5 unidades de sangue...isto tudo com meu marido na sala espera sem saber o que se passava...a não ser que não sabiam se a mãe ia sobreviver!
Foi chamada de mãe milagre! Fiquei no hospital mais 22 dias e levei mas 4 unidades sangue.
Felizmente quase 6 anos depois, cá estou eu para contar a história e com a minha mais que tudo!
No parto ia morrendo por ela, e hoje se necessário morro por ela!

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 Um muito obrigada à Mariana pela partilha e que a vida traga tudo de bom a esta linda família!

Baby blues e Depressão Pós parto - Por: Ana Vale

Olá mamãs, hoje trago-vos a segunda parte do texto da Ana Vale que fala sobre a Depressão pós-parto.

Para quem não teve hipotese ou não viu - aqui está a primeira parte do texto.

 

Depressão-Pós-Parto-Causas-Sintomas-e-Tratamento

(Imagem retirada da Internet)

 

 A Depressão pós-parto é um problema sério que não deve ser ignorado ou menosprezado. De acordo com dados da Direcção-Geral de saúde acomete cerca de 12% a 16% das mulheres que são mães, levando a uma série de consequências para a mulher, casal e restante família a nível biopsicossocial.

No entanto, nem sempre é fácil para muitos distinguir entre Baby Blues e Depressão pós-parto. No início, uma depressão pós-parto pode ser semelhante ao Baby Blues. Afinal, ambas as situações partilham muitos sinais e sintomas, incluindo as alterações do humor, choro frequente, tristeza, insónia e irritabilidade.

A diferença está na severidade e maior duração da sintomatologia no caso da depressão pós parto. Exemplo de alguns sinais e sintomas típicos e que predominam aquando da presença de uma depressão pós-parto são:

 

 

 Falta de interesse/Interesse excessivo pelo bebé;

 Sentimentos negativos para com o bebé;

 Grande preocupação relativamente à incapacidade de cuidar do bebé;

 Falta de interesse em relação a si própria;

 Falta de energia e motivação;

 Tendência para o isolamento social, demonstrando pouca ou nula vontade em estar com a família e amigos;

 Sentimentos de inutilidade e culpa face ao seu papel materno;

 Alterações significativas de apetite e/ou peso;

 Dormir muito mais ou muito menos do que o habitual;

 Pensamentos recorrentes de morte, suicídio, e/ou uma grande vontade de fazer mal ao bebé.

 

Tal como relata a Maria, familiar de uma mulher que desenvolveu uma depressão pós-parto, e que partilhou a sua experiência connosco, a cunhada que há poucos dias tinha sido mãe “veio para casa e não olhava sequer para o bebe”, o que fez com que a Maria e a sua Mãe (a avó do bebé), na época, tivessem de se ter responsabilizado pelos cuidados ao respectivo, dado que a mãe não se encontrava em condições para tal.

A depressão pós-parto surge normalmente pouco depois do nascimento do bebé e desenvolve-se num período de vários meses, podendo ocorrer ao longo da gravidez até um ano após o parto. Tal como aconteceu com a Ana, uma leitora assídua do nosso blogue e que partilhou connosco a sua história:

“O ponto de ruptura foi perceber que passados 2 meses eu continuava a abanar a minha filha, gritava com ela com frequência, cheguei a gritar que a detestava. A seguir chorava imenso pelo mal que sabia que lhe estava a fazer, que ela não tinha culpa nenhuma. Custou-me muito admitir que fazia isto à minha filha, custou-me admitir a mim mesma, ao meu marido, ao resto das pessoas. Pensei que iria conseguir ultrapassar sozinha, mas não consegui. Decidi pedir ajuda médica e foi me diagnosticada depressão pós-parto.”

No entanto, em algumas mulheres os primeiros sinais só se tornam mais evidentes após vários meses de terem sido mães. Tal como aconteceu com a Joana, uma das leitoras do blogue que partilhou connosco a sua história referindo que

“A depressão começou a instalar-se e eu não me apercebi, até ao dia que a médica me pergunta se ele me ajudava comas tarefas e eu desato num pranto. Tinha o meu filho seis meses quando comecei a tomar anti depressivos”.

Para além disso, as causas da depressão pós-parto ainda permanecem pouco claras, contudo, são apontadas vários tipos de alterações a nível físico, psicológico e social.

FIM

 

Resta-me desde já agradecer á Ana Vale pela sua disponibilidade e ajuda neste campo do Baby Blues e Depressão pós parto - um tema tão importante e ainda tão pouco aprofundado.

 

Pai [im]perfeito - O pai da Matilde

A nossa rubrica some e segue, desta vez o meu convidado é o autor do blog O pai da Matilde  e a princesa tem agora 4 anos.

Desde já muito obrigada pelo teu testemunho 

 

1. O que é para ti a paternidade?

A paternidade para mim é uma partilha e uma aprendizagem constantes com uma pessoa que depende de nós e que temos a responsabilidade e o dever de educar e amar.

 

2. Como te caracterizas como pai?

Penso que posso afirmar que sou um pai atencioso, carinhoso, presente e paciente.

 

3. Enquanto pai de uma menina de 4 anos, qual o maior desafio até hoje?

Os desafios são diários e os maiores estão sempre relacionados com a segurança da Matilde a todos os níveis: a nível de saúde, físico e emocional. O desafio é tentar sempre ser o melhor pai possível e tomar as melhores decisões, espero que as decisões que vou tomando sejam as melhores e que ela se sinta feliz.

 

4. Quais as lições mais importantes que retiras destes 4 anos com a Matilde?

A lição mais importante está relacionada com a confirmação de que o amor incondicional existe.

 

5. Quais os teus maiores receios enquanto pai/homem?

Os meus receios estão relacionados com os meus desafios e os receios maiores são com a segurança afetiva, física e emocional da Matilde. Espero que ela se torne um ser humano independente, carinhoso, bom e feliz, e acima de tudo, que eu a ajude a delinear o seu caminho. Digo-lhe muitas vezes que ela pode ser aquilo que quiser, e que vou estar sempre ao seu lado para me assegurar que ela consegue.

 

6. Qual consideras a tua maior qualidade e o teu maior defeito enquanto pai?

Pergunta difícil e talvez eu não seja a pessoa indicada para a responder. Mas talvez seja o facto de ser um pai presente, às vezes até demasiado ,segundo a mãe, que gostava que ela fosse mais menina da mamã. :)

 

7. No teu blog tens a seguinte frase "A história do teu nascimento foi uma história difícil" posso perguntar porquê?

Porque foi uma gravidez de risco com as implicações que a mesma enceta.

 

8. No dia em que a tua esposa te disse "Estou grávida" - como recordas esse dia e como te foi dada a notícia?

Lembro-me perfeitamente desse dia e foi uma felicidade tremenda, quando recebes essa notícia muda logo algo em ti. Como fazíamos sempre o teste em conjunto soubemos ao mesmo tempo. Nunca perdi umas análises, uma consulta, uma ecografia, estive sempre presente em todos os momentos, quer da gravidez, quer após a Matilde ter nascido.

 

9. O dia do nascimento da Matilde (tendo em conta que assististe à cesariana) como foi e como descreves a experiência?

Foi mágico, no blog explico o que senti e o porquê de considerar o melhor dia da minha vida.

 

10. Ser pai é...

A melhor coisa que existe.

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Pai [im]perfeito - João

Num blogue para mães achei bastante importante que se desse alguma atenção e cuidado aos papás uma vez que também eles desempenham um papel importantíssimo no crescimento e desenvolvimento das crianças não só a nível físico como emocional.

A minha primeira entrevista foi feita ao João que tem 36 anos e é pai de uma linda princesinha de 4 anos.

O que é para ti a paternidade?

J: Para mim, é difícil responder a esta pergunta sem recorrer a uma definição da palavra, mas posso tentar explicar como me sinto como pai que é mais fácil. Ser pai foi, é e acho que irá continuar a ser a maior surpresa da minha vida. Surpresa pela positiva e por vezes pela negativa, pois nem tudo são rosas no dia a dia de pai e filhos. Essas surpresas diárias e a forma como lidamos com elas são uma fonte de aprendizagem mútua. Por isso resumindo, a paternidade é amor e aprendizagem todos os dias do resto das nossas vidas.

 

Como te caracterizas como pai?

J: A palavra que melhor me caracteriza como pai é "Presente"! Não presente de natal ou de aniversário, mas sim presente de estar e querer sempre estar presente em tudo o que, como pai, me seja permitido estar. Sim, porque acho que não temos de saber de tudo nem de interferir em tudo na vida dos nossos filhos, limitando assim as suas decisões e autenticidade do caráter.

 

Enquanto pai de uma menina de 4 anos, qual o maior desafio até hoje?

J: O maior desafio foi lidar com pequenos problemas detetados na L. à nascença, mas que com amor e dedicação minha e principalmente da mãe foram ultrapassados quer fisicamente quer psicologicamente e hoje olho para trás e não me arrependo de nada do que fizemos nessa fase.

 

Quais as lições mais importantes que retiras destes 4 anos com a L.?

J: A maior lição que estes 4 anos de L. me ensinaram foi que as coisas mais simples da vida são na verdade as mais importantes e as que temos de aproveitar ao máximo.

 

Quais os teus maiores receios enquanto pai/homem?

J: O meu maior receio enquanto pai de uma menina é que o mundo não evolua o suficiente para que a L. não sofra com a distinção que o mundo faz entre géneros, credos e raças.

 

Qual consideras a tua maior qualidade e o teu maior defeito enquanto pai?

J: Como qualidade o facto de gostar de estar todo o tempo que me seja possível com a minha filha.

Como defeito algum excesso de proteção, que acaba por acontecer mesmo que saiba que posso não estar a fazer o mais correto. Coisas de pai de menina!

 

Qual foi o momento mais difícil destes 4 anos como pai?

J: Como já tinha dito mais acima, lidar com os pequenos problemas que a L. tinha quando nasceu, mas que graças a Deus conseguiu ultrapassar.

 

No dia em que a tua esposa te disse "Estou grávida" - como recordas esse dia e como te foi dada a notícia?

J: Foi um dia surreal a nível profissional e quando me foi dada a notícia (por telefone) ainda estava a trabalhar. Prometi a mim mesmo, a partir de agora o trabalho desceu mais um patamar em termos de nível de importância na minha gestão de tempo diário.

 

O dia do nascimento da L., como foi e como descreves a experiência?

J: A palavra que encontro para definir o nascimento da minha filha, que assisti e aumentou o respeito que tenho pelas mulheres, e em particular pela minha, é "INTENSO".

 

Ser pai é... A única "profissão" da qual sei que nunca me vou demitir!

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 Obrigada João e que a tua pequena L. cresca linda e cheia de saúde.

 

Header original da Mula com ilustrações de Inslee Haynes e Emily Donald

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