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Mães mais que [im]perfeitas

|| Desafio || O meu parto... a bebé que não queria nascer

Nenhum idioma é capaz de expressar a força,

a beleza e a capacidade de amar de uma mãe.

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Olá a todos hoje é dia de conhecer-mos mais uma mamã - a Andreia autora do blog Miss Blanche Cérise e a sua princesa Luísa.

 Eu sei que fiz cesariana mas não me sinto menos mãe por isso!

 

Fiquei internada na 5ª feira, dia em que terminava o tempo previsto pela médica, e tudo indicava que o parto fosse provocado. A minha médica assistente nas últimas consultas (que fiz quase dia sim, dia não nos últimos tempos e fazia ecografias e ctg) dizia-me sempre que a miúda ia ser grandinha e nas duas ecografias no hospital também confirmaram isso, por isso a indução do parto começou na 5ª. 
Eu não sabia muito bem como é que isso se processava, mas sabia que podia ser local (no colo do útero) ou geral (através da corrente sanguínea) e na altura a parteira perguntou-me como é que eu queria que fosse e explicou-me as diferenças e que os comprimidos no colo do útero costumam ter uma reacção mais rápida e é mais fácil para a mãe. Lá fácil foi, rápido é que nem por isso! Deram-me 4 comprimidos entre 5ª à tarde e sábado de manhã e nada de contracções nem dores nem coisa nenhuma. Quase que parecia que estava em algum hotel a descansar... 
No sábado à tarde lá mudaram de medicação, e as contracções lá foram aparecendo mas ainda assim nada de muito difícil de aguentar. Percebi que o parto ia acontecer em breve, mas ainda teria de aumentar a intensidade das contracções e bastante. O meu marido esteve lá comigo no sábado o dia inteiro, mas às 11 e tal da noite mandei-o para casa porque estava tranquila e as contracções eram fracas e muito espaçadas. Deitei-me e dormi. Até à 1.15, hora em que me rebentaram as águas (a parteira bem me tinha dito que o último comprimido que me deram fazia efeito em 24 horas, mas normalmente era muito menos) . Continuava sem dores mas as contracções já eram mais espaçadas. Chamei a parteira e fui para a sala de parto. Ela fez-me o toque e ficou preocupada porque o líquido amniótico tinha uma cor estranha e disse-me que íamos controlar os batimentos cardíacos para ver se estava tudo bem, porque se houvesse alguma coisa diferente do normal, teria de ser cesariana.
As horas foram passando (entretanto o marido apareceu no hospital para me dar apoio e pôde estar comigo sempre mesmo tendo sido cesariana) e as contracções foram aumentando e estavam no ritmo já muito avançado mas não havia meio de fazer a dilatação. O CTG também apontava para que a bebé estivesse em sofrimento, portanto não houve outra solução do que partir para a cesariana. Entre me confirmarem que teria mesmo de ser cesariana e a Luísa nascer, passou no máximo 1 hora!
Saí da sala de parto e fui na maca para a sala da cirurgia. O pai mudou de roupa e esteve sempre ao meu lado a agarrar-me a mão e a fazer-me festinhas e foi espectacular, mesmo estado eu um bocado atordoada por causa da epidural! A cesariana foi rapidíssima e não senti nada, só sentia a cabeça estranha. Não ouvi o primeiro choro da Luísa, mas quando percebi que ela tinha nascido e o pai a trouxe embrulhadinha numa toalha e ma mostrou chorei, chorei, chorei... Não conseguia quase falar (e estou aqui a escrever isto e tenho as lágrimas a querer saltar!)e estava emocionada como acho que nunca estive na vida! Nunca me tinha sentido tão vulnerável e tão frágil, mas ao mesmo tempo tão feliz e tão forte por saber que tinha acabado de ter a minha primeira filha, o pequeno-grande amor da minha vida! Nasceu às 6.24 do dia mais feliz da minha vida, dia 28 de junho de 2015!

É tudo tão mecânico e ao mesmo tempo tão animal isto de parirmos os nossos filhos! Eu sei que fiz cesariana mas não me sinto menos mãe por isso! Não a tive de forma natural, mas é a minha filha e saiu de dentro de mim na mesma! Sei que na altura fiquei um bocadinho triste (quando tive tempo para pensar nisso!) e a parteira até me perguntou se eu tinha percebido porque é que tinha sido cesariana. É claro que percebi e para o bem da minha filha, farei sempre tudo o que for preciso! Seja como for e tenha eu os filhos que tiver, acho que o parto é sempre a experiência mais transcendente da nossa vida de mulheres!
 O pai foi o primeiro de nós os dois a pegar na cerejinha e até lhe cortou o cordão umbilical e foi ele que a deitou no meu peito logo a seguir a me terem cosido para ela mamar. Estivemos assim mais de duas horas, eu e ela no meu peito e o pai ao nosso lado a conversar comigo e os dois a falarmos com a nossa filhota e a adorarmos o milagre que criámos (ai... cá estão as lágrimas outra vez!) e entretanto ele ligou aos nossos pais para dar a notícia e também disse ao irmão e à minha irmã. Foi histeria total!

Regressei à sala de partos já a manhã ia alta e aí começou a aventura que é a maternidade!

A Andreia escreveu este texto em Setembro de 2015 no dia em que a sua cerejinha fez 3 meses com a seguinte mensagem 

Filha, hoje fazes 3 meses (como é que possível já ter passado este tempo todo?) e para não comemorar, nada melhor que escrever sobre o momento mágico que foi o teu nascimento!

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 Porque não há nada melhor que um abraço de mãe e filha/o aqui deixo o meu muito obrigado à Andreia por me ter deixado "roubar" a sua história - que seja sempre assim felizes e unidas para toda a vida. 

 

 

 

 

|| Desafio || O meu parto... A bebé vaidosa

Sou mulher , sou guerreira...
Aquela que nunca tomba
pelas armadilhas da dor...
Sou guerreira, sou mulher...
com coragem e certeza,
vou descobrindo meu valor...

Irma Jardim

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 Olá hoje temos uma história da Cristina, mais conhecida pela Osa também ela veio aqui contar-nos a experiêcia dela

 

A bebé estava toda enrolada no cordão umbilical

 

 

Eu a cerca de um mês do parto já sabia que iria ter uma cesariana. A miúda sentou-se e não “arredou pé” até a irem lá buscar, literalmente! No dia 13 ou 14 de Outubro marcamos o dia. Dia 30 de Outubro de 2015 seria o dia mais feliz da minha vida (a não ser que algo antecipasse).

Pronto, assim foi, no dia 30 de Outubro eu tinha que estar no hospital às 8:00 da matina e lá estive. Eu fui seguida pelo meu médico de família que pertence ao distrito de Braga, mas a minha área de residência atual pertence ao distrito de Aveiro, por isso “caí tipo de para-quedas” no Hospital em Aveiro. Sendo esta situação excecional, tive que dar entrada nas urgências, como de uma urgência se tratasse e depois era encaminhada para a maternidade. Com isto andei um pouco “desamparada” e esfomeada, já que estava em jejum desde as 22:00 do dia anterior. Lembro-me de estar sentada nas urgências, já passado mais de meia hora da hora marcada e vejo uma enfermeira da maternidade a perguntar por mim. Expliquei-lhe a situação e ela disse que ia tratar das coisas para eu dar entrada. Já passava das 9:00 quando me levaram para a maternidade, para a cama que seria minha nos próximos 3 dias, pelo menos. Colocaram-me a soro e disseram-me que tinha dado entrada uma grávida de urgência, por isso eu teria que aguardar, mas agora já estava deitadinha e monitorizada, para saber se eu e a bebé estávamos bem. Passadas 2 horas tinha sido outra urgência e ainda mais outra…eu só sonhava com comida ou até um chá…ai que fome que eu passei!!! Ele também passou alguma, com receio que me chamassem nem descia para comer. Até que a enfermeira nos disse que estávamos com “azar” porque iam fazer uma quarta cesariana de urgência…SÉRIO?????? Foi só nesse dia ou há sempre assim tanta cesariana de urgência!!?!? Eu não estava mal, a bebé também não, não tinha dores, mas a ansiedade começava a ser cada vez maior e a FOME, ai meu deus, a FOME que eu tinha… Eram 5 horas e finalmente fez-se LUZ, vi aquela enfermeira carinhosa a sorrir e a dizer as palavras mágicas, CHEGOU A SUA VEZ!

Nem queríamos acreditar, mas o medo e a felicidade invadiram o nosso olhar…era um misto de sentimentos, posso sentir tudo outra vez ao me lembrar. Na altura ainda não deixavam o Pai assistir, por isso custou-me despedir d’Ele antes de atravessar a porta que me levaria ao bloco. Entro e estava lá a equipa a preparar tudo para me receberem. Eram só mulheres, bem novinhas e muito bem dispostas. Falaram de tudo e sempre que não percebia alguma coisa, repetiam tudo de novo. Era chegada a hora de “subir o pano” e lembro-me de sentir um enjoo tão grande que só tive tempo de dizer e a anestesista que estava ao meu lado, virou-me a cara para o meu lado esquerdo e só passou disso, uma vontade. Lembro-me de ouvir um barulho diferente, parecia que tinha entrado mais gente e de repente senti uma espécie de frio ao fundo da barriga e tudo começou. Elas falavam entre si e o meu plano de visão era a anestesista a olhar por cima do pano e ver tudo o que se passava, e ia fazendo o relato tanto quanto possível. Lembro-me de ouvir uns “Eh lá, ui ui” e a anestesista diz “ duas??” eu lembro-me de arregalar os olhos e perguntar “Duas o quê doutora”, ela sorriu e diz “ duas voltas ao pescoço, ou pensava que seriam duas crianças”, confesso que pensei sim!!! A bebé estava toda enrolada no cordão umbilical, elas até a chamaram de “vaidosa” porque tinha “duas pulseiras e dois colares”. Confesso que fiquei um bocado preocupada quando me explicaram o  que significava dois colares, são duas voltas ao pescoço do cordão umbilical. Mas a bebé estava bem, pelos vistos, já a ouvia a chorar, eram 17:20 quando nasceu, mas não a vi, levaram-na logo para a vestir porque com as voltas e mais voltas passou muito tempo e precisava ser aquecida. Foi estranho, saber que ela já tinha nascido, mas eu não a via…a anestesista foi impecável e ia me sempre tranquilizando dizendo que estavam a fazer sinais que estava tudo ok. Enquanto isso iam me “limpando por dentro”, senti tipo um aspirador e isso sim, custou e muito, até perguntei se era normal! Foi quando percebi que seria a placenta a sair…credo que sensação horrorosa. Foi o pior que senti no bloco, confesso, porque dores, népia! Também passei por um momento “típico” de filme, quando oiço alguém dizer: “Só tenho 9 compressas” e de repente sinto que tudo parou, as mãos que me estavam a “fechar” pararam e senti o ar a gelar…foram só segundos, mas não consigo esquecer aquele suspense, até que uma voz ao fundo se fez ouvir “foi uma com a bebé” e o ritmo voltou ao normal com o mesma rapidez que parou. Mas que foi uma autêntica cena de filme/série lá isso foi.

Passado um tempinho, lá apareceu a bebé mais maravilhosa, mas com o olhar franzido do tipo: “ A sério, é esta a mulher que vou chamar de mãe?”  Nunca mais me esquecerei daquele olho franzido!!!

Não, não chorei, como tantas vezes imaginei, aliás tanta coisa que imaginámos e depois é tudo diferente.

Foi o momento mais feliz da minha vida, sem dúvida.

Com este sentimento novo senti uma descarga de adrenalina tão grande que comecei a tremer sem parar. Fui coberta com mantas e mais mantas, mas não conseguia parar de tremer. Saí do bloco a tremer como nunca tremi, era tão estranho, até a voz era trémula. A bebé foi levada ao colo por uma enfermeira e quando atravessamos a porta em direção aos quartos, vi o Pai a dirigir-se para a filha (reconheceu-a pelo gorro), eu vinha deitada na cama, mais atrás.

Fomos para o recobro e aí sim, senti uma dor que até hoje me aterroriza. A apalpação na barriga para perceberem se o “útero estava a ir ao sitio”(não sei o termo clinico). Credo, que medo. Primeiro foi a enfermeira, eu agarrei-lhe a mão e tirei-a, ela não achou muita piada…mas lá me desculpei. O pior foi quando ela me disse que tinha chamar a doutora para ver e repetir aquela tortura…sim aquela apalpação ainda me traz pesadelos!!!

Sei que já vai longo o texto, mas quero agradecer a oportunidade, pois sempre gosto de “reviver” o momento mais feliz da minha vida!“

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  Daqui fala a Osa, mas qual delas... 

Neste caso...as duas Osa e Osinha na fit(eza).

Que caminhem sempre assim lado a lado no bom momentos e nos momentos de exercicio fisico . Obrigada Osa pelo testemunho.

|| Desafio || O meu parto... Força de Viver

Guerreira é aquela mulher que não desiste na primeira barreira
Nem na segunda
Nem na terceira...

Angel Mancio

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 Mais uma sexta-feira e hoje temos a nossa segunda história real de um parto no qual a nossa mamã Mariana esteve entre a vida e a morte.

Aqui fica o relato real de mais um milagre!

 

 Conforme me mostraram e me deixaram dar um beijinho, levaram-na de mim

Olá mamãs, 


Vou começar a contar o meu parto, estava previsto a L. nascer a 5 outubro, mas como o parto tinha que ser de cesariana, no dia 15 setembro ia ser agendado para dia 30 setembro.
Quando pelas 23h do dia 12 me rebentaram as águas, lá fomos nós para o hospital, foi logo levada, o Dr. de serviço estava a ver se me aguentava até 8h da manhã do dia seguinte para não ter chamar de emergência as várias equipas que seriam necessárias estarem presentes na minha cesariana (complicações de coluna e não podia ser entubada), mas pelas 5:30, fez me toque e disse que não podíamos aguardar mais ou bebé nascia/sofria, lá chamou de urgência as equipas, fui levada para o bloco...às 6:26 nascia a minha L.
Conforme me mostraram e me deixaram dar um beijinho, levaram-na de mim e disseram-me que estava haver um problema "ali em baixo ", (só fiquei com a imagem daqueles grandes olhos olharem para mim que pareciam duas amêndoas!) ouço gritos a chamar o médico mais experiente, que conforme chegou começou aos gritos com as Dras. "assim não chegam lá, tiravam tudo para fora, esta perder sangue de mais, vamos perder a mãe...agarrem a mãe, induzam lhe o coma ou perdemos a mãe!!!"
Quando a anestesista me veio dizer que me tinham de por a dormir um bocadinho, para resolver o problema, conforme acaba dizer isso, não me lembro de mais nada!...
Acordaram me ao fim de 3 dias, estava eu no SO, assim que "vim a mim" lembrei-me de que tinha tido uma bebé, e comecei a perguntar por ela...só sosseguei quando me transferiram para o pé dela.
Resumindo, ao abrirem me devido a placas de endometriose agarradas a uma veia, ao mexer rompeu e não conseguiam chegar à veia para laquear, tiveram que tirar útero, intestinos, etc para fora para laquear veia, ao fazê lo tinha mais placas que rasgaram os intestinos, tiveram que chamar outros especialistas, que cortaram parte intestino, estive 5h no bloco a tentarem me salvar a vida, levei 5 unidades de sangue...isto tudo com meu marido na sala espera sem saber o que se passava...a não ser que não sabiam se a mãe ia sobreviver!
Foi chamada de mãe milagre! Fiquei no hospital mais 22 dias e levei mas 4 unidades sangue.
Felizmente quase 6 anos depois, cá estou eu para contar a história e com a minha mais que tudo!
No parto ia morrendo por ela, e hoje se necessário morro por ela!

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 Um muito obrigada à Mariana pela partilha e que a vida traga tudo de bom a esta linda família!

|| Desafio || O meu parto... O bebé milagre

No desespero e no perigo, as pessoas aprendem a acreditar no milagre. De outra forma não sobreviveriam.

Erich Remarque

 

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Que melhor maneira de começar que falando-vos da S. a bebé milagre?!

 

A nova rubrica de sexta-feira dá a conhecer às nossas leitoras as vivências de mães, pais e bebés reais - e começamos com a nossa já conhecida Gorduchita e a sua S. 

 Ouvi o seu tímido gemido e fiquei tão feliz

 

Corria o ano de 2014 quando:

 

Fui para o hospital por causa de uma perda de sangue, aterrorizada, porque estava nas 25 semanas de gestação, num sábado à tarde.
Fui internada de imediato, com indicação de repouso absoluto. Medicação para reduzir contrações (que já por ali andavam) e para ajudar ao amadurecimento dos pulmões. A coisa parecia ter acalmado e comecei a preparar-me mentalmente para uma estadia longa no hospital, em repouso.
No domingo,  final da manhã, penso eu, tudo começou a revolucionar-se. A bebé já se tinha virado, estava encaixada e pronta a sair.
Levaram-me para o bloco de partos. Mas tudo estabilizou novamente. Voltaram a levar-me para a enfermaria. 
Voltaram a levar-me, passadas umas horas, para o bloco de partos. Sempre na cama da enfermaria (para não haver movimentações desnecessárias que levassem ao parto).
Reforço da medicação para amadurecimento dos pulmões. Do que me lembro, deveria fazer 3 tomas: a 2ª cerca de 1 hora da 1ª, e a 3ª umas 6 horas depois da 2ª.
Tenho ideia que fiz a 1ª pelas 22-23h.
Uma das enfermeiras que me acompanhava, e que saiu de turno pelas 23h, achava que eu não aguentaria a bebé o suficiente para tomar a 3ª dose, que seria algures pelas 6h da manhã.

Pelas 23h, as dores das contrações começavam a ser insuportáveis (já estava medicada com analgésicos mas já não faziam grande efeito). Queixei-me. "Agora só se for epidural", disseram-me.
Seja, foi o que lhes disse. Tomei a primeira dose de epidural então pelas 23h. 

A noite foi passada o mais quieta possível, com reforços da epidural de tempos a tempos.

A tal enfermeira regressou para o turno das 8h da manhã e eu ainda lá estava. Aguentando-me (eu e a minha pequenina).

Eram 11:47 quando a minha filha nasceu, na 2ªfeira de manhã. O parto foi difícil, numa sala cheia de gente (além da parte de obstetrícia, estavam lá também profissionais da Neonatologia), mas sem o marido .
Doeu e custou, apesar da epidural (que ao fim de tantos reforços, começava a ser cada vez menos eficaz).

Por ter nascido tão cedo, tão pequenina (25 semanas, 790g, 30cm) não ma deram para a segurar. Ouvi o seu tímido gemido (e fiquei tão feliz, porque pensei que tão pequenina nem emitiria som nenhum) mas não a vi, a não ser ao fim do dia, dentro da sua incubadora, nos Cuidados Intensivos da Neonatologia.

Apesar de ter nascido o meu bem mais precioso nesse dia, aquele não foi um dia feliz.

 

|| Desafio || O meu parto

Olá mamãs, temos andado um pouco ausentes eu sei mas numa tentativa de colocar este blog a mexer gostava de vos desafiar - vá, não custa nada.

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 E aqui o que peço é que nos contem na primeira ou na segunda pessoa a vossa experiência do nascimento dos vossos filhos - sem floreados ou palavras bonitas - porque todas sabemos que dói (e muito).

 

 Enviem as vossas histórias e testemunhos para anamendes_10@hotmail.com ou maesmaisqueimperfeitas@sapo.pt esperamos por vocês e pelas vossas "aventuras".

 

Header original da Mula com ilustrações de Inslee Haynes e Emily Donald

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