Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mães mais que [im]perfeitas

Mães (Im)Perfeitas - A mãe dos PP's

A nossa convidada de hoje é A Mãe dos PP's . Uma simpatia de mãe que rapidamente aceitou o meu convite em cima do joelho. =) Ora atentem nesta deliciosa conversa: 

 

Tenho 32 anos e sou alentejana. Vivi no "meu" alentejo até aos 25 anos, idade com a qual casei e por motivos profissionais do meu marido, vim morar para o centro do país.
Fui mãe pela primeira vez aos 28  anos e pela segunda vez aos 30 anos.
O meu primeiro filho (Pedro) tem agora 3 anos e o meu segundo filhote (Paulo) tem 15 meses. 
Luto todos os dias na tentativa de lhes dar o melhor de mim, a minha atenção, o meu amor e educá-los para que sejam bons seres humanos.
Enquanto mãe, tenho imensos defeitos, quebro facilmente ao primeiro choro, ao ver os olhos deles embargados, sou facilmente desarmada por eles. Sou distraída e muitas vezes vou pela minha intuição de mãe, em vez de seguir as instruções da pediatra (ups... não devia dizer isto =) )
O Pedro é uma criança muito doce e perspicaz, gosta muito de dar miminhos, mas quando quer é um terrorista cá em casa. O Paulo é muito mexido, não gosta muito de beijinhos e adora comer =) 

 

Mãe, conta-nos aqui: o que tens aprendido nisto da maternidade?

Aprendi a conhece- me melhor enquanto ser humano, isto é, os meus filhos trouxeram uma parte de mim que ainda não conhecia, sou mais sensível do que pensava, sou mais forte também, ganhei medo de morrer com receio de não estar cá para eles, tenho medo de falhar com eles. Ganhei uma capacidade incrível de ignorar opiniões que não interessam, consigo contornar aquelas situações de "os teus filhos já deviam fazer, os teus filhos já fazem isto, os meus já conseguem fazer isto e aquilo..."
Há muito tempo que percebi que cada criança é diferente e tem o seu próprio tempo. Evidente, que com o primeiro filho fui  mais apreensiva com o receio de ser má mãe, com o segundo filho, sou muito mais despachada e menos receosa. O amor por eles é igual, a experiência é que é diferente. Acho que cuido melhor de dois, do que cuidava quando só tinha o Pedro =) . Aprendo com eles todos os dias e tento rir-me com eles todos os dias. É importante rir e ensinar a rir das nossas fragilidades.

É algo que também me esforço por transmitir ao meu pequenito: a facilidade de rir de rir de si mesmo... Como gostavas que os teus filhos te recordassem?

Como alguém que se ria muito de si mesma, das suas fragilidades e fraquezas. Que apesar de todos os medos lutou sempre sem deitar a toalha ao chão. Gostava que eles tivessem a certeza de que estaria disposta a dar a minha vida por eles se preciso fosse e que quando chorei foi pela minha incapacidade de lhes tirar a dor e foi por medo de que algo menos bom lhes acontecesse. Porque, infelizmente, nós, mães não conseguimos controlar tudo.
Gostava que me procurassem, quando e enquanto pais, sentirem medo disto ou daquilo, gostava de dizer-lhes que tudo faz parte do processo de aprendizagem enquanto pais. 
Gostava ainda que soubessem que os fazia rir todos os dias ainda que por um qualquer motivo, estivesse destruída por dentro.

Somos um nadita parecidas nesta coisa de rir sobre si mesma. :)

As birras são muito comuns e o talvez aquilo que os pais mais temem. como reages quando elas surgem?

O meu filho mais novo ainda não faz grandes birras e quando está mais rabugento consigo controlar facilmente. O Pedro é muito teimoso, quando estamos em público, ignoro o "espalhafato" e tento explicar-lhe que se está a portal mal. Nunca tive nenhuma birra grave, felizmente.

Queres destacar alguma coisa gira ou recente?

Sim. O Pedro é muito tímido, mas tem uma relação muito gira com uma menina da sala dele. São inseparáveis e andam sempre juntos. Curiosamente, sinto-me tranquila quando estão juntos, sinto que,sendo , a menina um pouco mais velha, que o protege. Isso tranquiliza-me.
O Paulo é muito mexido e quando o irmao chega a casa estende os braços para que o mano o apanhe. Acho muito bonito esta relação entre eles.


Na maternidade há sempre momentos especiais e que nos marcam, qual foi o teu?

Quando o meu primeiro filho Pedro, aos 20 meses, disse o alfabeto. Fiquei perplexa. O Pedro começou a falar muito cedo e a andar muito tarde. Desenvolveu um vocabulário excelente, mas é um trapalhão a andar e a correr.

Tive um susto com o Paulo, quando tinha dois meses. A pediatra disse-me que o Paulo tinha um sopro no coração. Felizmente, com o crescimento, esse sopro desapareceu. 

Algum segredo para a gestão do tempo?

Quando engravidei do Pedro estava a trabalhar em part-time e na altura em conversa com o meu marido, concluímos que seria benéfico ficar em casa uns tempinhos com o bebé. Entretanto, o tempo passou e pensámos ter outro filho (Paulo). O Pedro já está no Jardim de infância mas o Paulo ainda está comigo em casa. Embora me levante muito cedo, para ter o meu espaço e fazer as minhas coisas, consigo gerir o tempo de modo a tratar da casa, dar atenção a um e a outro e algum tempo para o maridinho também.
Sinto muita necessidade de voltar ao trabalho, estou a pensar voltar ao mercado de trabalho este ano, em Setembro, quando também, o Paulo for para a cresce.

Que conselho darias a futuros pais? 

Todos os pais aprenderão por si mesmos a serem pais do seu filho. O que quero dizer é que existe um tempo de habituação à nova rotina e a cada membro da família, incluindo o bebé. Quando se conhece o nosso bebé é mais fácil gerir a rotina e controlar os medos de cada um.
Acima de tudo não tenham medo de serem pais. Errar é inevitável mas com amor tudo se ultrapassa.

Alguma vez te arrependeste de uma decisão/opção?​​​​​​​

Sim. O meu filho Pedro é muito tímido. Penso que o deveria ter metido na cresce aos dois anos e não aos três. Ás vezes, dou por mim a pensar que de tanto lhe querer bem, o prejudiquei a nível de socialização com outras crianças. Embora ele brincasse imenso, o jardim de infância é mais benéfico nesse sentido.

Para terminar, peço-te que definas a maternidade numa só palavra e expliques a opção.

Mundo. A maternidade é um mundo. Há um sem fim de sentimentos, de aprendizagens e emoções. Há um sem fim de medos e receios, mas apesar de tudo isto, sempre que tenho os meus filhos nos braços, tenho a certeza que neles carrego o mundo. O meu mundo.

Mães (Im)Perfeitas - A Cátia

Não tenho muito jeito para estas coisas das apresentações. Confesso que é sempre o que mais me custa porque fico sempre sem saber se disse pouco ou se falei demais. De qualquer forma tentarei fazer uma coisa mais ou menos composta.
Chamo-me Cátia Madeira, tenho 33 anos e sou mãe do Ricardo, de 22 meses. Uma espécie de terrorista tupperware's com menos de 1 metro e cabelo rebelde. A minha mãe diria que somos uns despenteados incuráveis. Mas a moda actual diz que apenas temos caracóis rebeldes. Partilhamos o mesmo feitio tinhoso, o cabelo descontrolado, os olhos grandes e escuros e a cara (às vezes demasiado) expressiva.
 
 
Cátia, conta-nos, além de ainda não saberes domar cabelos (piadinha fácil;) o que tens aprendido nisto da maternidade?

Ui, podia estar aqui até vir a mulher da fava rica, como diria o meu pai. Tanta coisa. Às vezes penso que tudo. Fez-me reavaliar o mundo como o conhecia, ser mais tolerante com os outros. Fez-me, ainda que à força e nem sempre, aprender a ser mais tolerante comigo. Sou uma espécie de control freak, e a maternidade, coisa que para mim ainda é recente, tem-me ensinado que para minha própria sanidade mental tenho de tentar ser mais descontraída e aceitar algumas coisas da vida como são.
Mas não é só isto. Aprendi, naquele primeiro momento em que nos vimos que é possível amar de uma forma que não tem explicação, não é racional. É algo que vem das entranhas do meu ser. Um amor que tem uma força avassaladora. Para o bem, quando tudo corre bem, e para o mal, se há algum desvio menos bom.
 
Ao olhares para o futuro, como esperas que o teu filho te recorde?
 
Como uma boa mãe....é isso...uma boa mãe. Quero que o meu filho olhe para trás e pense, é pá, aquela tola que me amava de uma forma tão intensa era/é uma boa mãe.
E se não fosse pedir muito que tenha orgulho na mãe que tem.
 
As birras são muito comuns e o talvez aquilo que os pais mais temem. Como reages quando elas surgem? 
 
Bom, eu fui muito recentemente apresentada a essa senhora que dá pelo nome de D. Birra. E digo-vos que quem inventou as birras era cá um desgraçado...
Tonteiras à parte, ando a ler o livro do Dr. Mário Cordeiro "O grande livro das birras" e se por um lado fico mesmo muito assustada quando leio algumas coisas, tranquiliza-me o facto de existirem soluções. Ou aparentemente existirem soluções.
De qualquer forma, confesso que não sou de todo grande adepta da palmada. Detesto, aliás, e sei que posso engolir cada palavra que estou a proferir.
Nunca na minha vida levantei a mão a quem quer se seja, e custa-me a ideia de dar uma palmadita a este ser que amo mais que todos os outros.
De qualquer forma, às birras que têm sorrateiramente aparecido, tenho tentado abordar com calma, compreendendo que eu sei muito mais da vida que ele e que a crescida tenho de ser eu.
Acho que muitas das birras que se vivem hoje são fruto da falta de tempo que temos para os nossos filhos. Chegamos a casa e há tantas coisas para fazer que muitas vezes o que menos fazemos é estar com eles. Depois há as birras, formas de tentar moldar o mundo à sua maneira e de chamar a atenção dos que mais querem.
Por isso, respondendo à questão de forma mais objectiva, não são comuns (pelo menos para já) e eu tento manter a calma, demonstrando que não aceito determinados comportamentos e tento redireccionar a atenção dele para alguma coisa boa. (somos muito parecidos, pelo que olho para ele e penso "como é que alguém te tiraria deste mau feitio?! e vou por aí).
 
Queres destacar alguma gira ou recente?
 
A mais recente foi ter insistido em andar a subir e descer as escadas do prédio e quando eu lhe disse que não podia ser, ele insistiu que havia de fazer o que entendesse. Quando lhe peguei para o levar para casa dobrou os joelhos e ficou ali à porta de casa a reclamar. Disse-lhe "vou arranjar ali o Ghandi e a Tulipa para irem à rua, ficas aí?", levantou-se e passou-lhe.
 
Qual o momento que mais te marcou enquanto mãe?
 
A verdade é que são todos. Mas vou tentar nomear alguns. O nascimento foi algo completamente avassalador. Depois recordo com ternura o primeiro sorriso e o dia em que soube apontar para quem é a mãe.
Hoje, marcam-me todos os dias em que chego para o ir buscar e ele me abraça, acaricia a minha cara com ambas as mãos para me dar um beijo.
Comove-me sempre. E lembra-me que é por estas coisas que a vida vale a pena.
 
Algum truque super espectacular que tenhas para gerir o tempo?
 
Bom, antes de mais eu lido muito mal com a falta de tempo. Acho que os pais deviam ter mais tempo para estar com os filhos, para os ver crescer, para os criar, para estar presentes. Enfim, para serem pais. Nesse campo tenho muita pena de não viver num pais mais desenvolvido que o nosso nessa matéria. Porque é muito bonito dar palmadinhas nas costas como incentivo à natalidade, mas depois mais condições, tá quieto.
Agora que já me queixei. Como faço a gestão do meu tempo?
Bom, desde que o Ricardo nasceu que passamos a garantir que os nossos horários são cumpridos. Entramos a horas e saímos a horas. Mesmo fazendo isso estamos sempre, pelo menos 11 horas sem o ver. O dia começa cedo e o pequeno vai para os avós. Quando chegamos ao final do dia tentamos dividir as tarefas para que, ao final do dia haja sempre um pouco de tempo para estarmos todos a brincar em família.
O fim de semana é para descansar e passear. Evitamos estar fechados em casa, apenas a chuva nos demove, o frio enfrentamos com mais casacos.
Fica sempre alguma coisa por fazer. A casa não está tão arrumada como em tempos. Mas lá está, temos de fazer escolhas e para nós, tempo de qualidade com o pequeno é essencial.
 
Que conselho darias a futuros pais? 
 
Eu não gosto muito de dar conselhos porque cada um aborda as etapas da sua vida de forma diferente. Contudo, acho que diria para terem tranquilidade, deixarem as coisas acontecer, não compararem com ninguém porque cada criança é uma criança e temos de lhes dar tempo. Nos dias de hoje as crianças e os pais são alvo de grandes pressões, se já faz isto aos 6 meses, se já diz aquilo aos 18. Calma. Abrandem. Cada um a seu ritmo.
Aproveitem o tempo que têm com ele/ela, porque não volta atrás e é o melhor que levam desta vida.
 
Alguma vez te arrependeste de uma decisão/opção? 
 
Ui. Vamos entrar por aí?! ahahaha. Sou uma pessoa dada a arrependimentos. Se eu tivesse um euro por cada vez que ele não se porta da melhor forma e eu lhe faço a vontade na mesma tinha a conta bancária bem recheada. E cheira-me que em 10 anos ficava com tanto dinheiro quando o Cristiano Ronaldo.
De qualquer forma, até hoje nada de sério. Apenas estas pequenas coisas. Estou certa que no futuro poderão acontecer outras coisas. Escolas, saídas com amigos, etc. Mas lá está, temos que aceitar a lição e tentar fazer melhor a seguir.
 
- Para terminar, peço-te que definas a maternidade numa só palavra e expliques a opção.
 
Amor.
Acho que a palavra que melhor define a maternidade é o amor incondicional que temos pelos nossos filhos. É um amor sem explicação. Não existe outro igual. É insubstituível.
Acredito que não esteja a dizer nada de novo. Talvez por isso mesmo. Porque é isso que ocorre, amor.
 
 
A Cátia é autora de um blogue supimpa e que vos deve fazer parar uns minutinhos a saborea-lo. Muito obrigada, Cátia, por este bocadinho de partilha.
 

Os papás e as mamãs VS Leis Laborais

Ausência para deslocação à escola

 

Quem tem filhos na escola tem algumas vezes a necessidade de se deslocar ao estabelecimento de ensino para efeitos de reuniões ou esclarecimento de dúvidas sobre a situação escolar da criança.

Para essas situações o Código do trabalho prevê que:

O Pai/Mãe/Encarregado de Educação tem o direito de se deslocar à escola do seu filho para se inteirar da sua situação escolar. Para o efeito, tem direito a um crédito máximo de 4 horas, uma vez por trimestre, por cada filho/educando. Contudo, a lei diz que o funcionário deverá utilizar o tempo estritamente necessário.

Legislação:

 

- Artigo 249º, n.º 2, alínea f) da Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro (Código do Trabalho) - Particulares

- Artigo 134º, n.º 2, alínea f) da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho (Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas) - Função Pública

 

Artigo 249.º e 134º Tipos de falta - Particulares e Função Publica 

2 — São consideradas faltas justificadas:07

f) A motivada por deslocação a estabelecimento de ensino de responsável pela educação de menor por motivo da situação educativa deste, pelo tempo estritamente necessário, até quatro horas por trimestre, por cada um;

 

direitos-da-gestante.png

 

Informação retirada aqui

Fashion for mammy - conforto em primeiro lugar

Quando se está gravida é talvez a única altura em que gordura é sinónimo de formosura. Cada corpo é um corpo e todas sabemos que se a moda e o conforto puderem andar de mão dada melhor.

Hoje foco me em três peças essenciais ao conforto da grávida e que confesso, para mim fizeram milagres.

Começo por vos falar de soutiens, esta peça é essencial há vida da gravida pois não só sustenta o peito que está sensível como nos proporciona conforto. Sim esta peça essencialmente deve estar adequada ao tamanho e proporção da mama. Porque não há nada pior que passar um dia inteiro com as meninas em agonia (muito menos durante a gravidez). Na minha encontrei uns soutiens sem aros que me salvaram a vida pois, tenho um peito pequeno e em gravida era só vê-lo crescer. Tem 2 vantagens, uma não tem aros logo não criam o mau estar dos ferros a apertar a mama e tornam se mais flexíveis logo, duram mais tempo. Também os há já adaptados para a altura da amamentação o que faz com que se consiga ter o melhor dos dois mundos, um soutien que sustenta e que não dificulta a tarefa de amamentar. Eu fiquei fã!

A segunda peça que destaco é as cuecas subidas. São super confortáveis para a altura em que a barriga já pesa e que nos tornamos intimas da casa de banho (raio dos putos que andam por aqui a apertar a bexiga de uma gaja). Eu usei bastante e existem vários modelos e várias marcas. As minhas duraram até ao pós parto e ainda as usei quando usava a cinta pois como são mais altas protegiam a minha pele do tecido mais agressivo e do velcro que magoa imenso nas primeiras utilizações.

Terceira peça que destaco a faixa de sustentação. Para quem trabalha de pé ou sentada (o meu caso) foi uma grande ajuda pois ajuda a sustentar o peso da barriga à frente e também auxilia na postura pois abarca toda a zona lombar. Para mim foi uma preciosa amiga desde os 5 meses até ao fim. Como é ajustável, cada uma pode adaptar ao crescimento da barriguita. A nível de conforto, estes foram as 3 peças que destaco e que aconselho vivamente. Para mim foram essenciais ao meu conforto e bem estar.

faixa-para-gestante-cinta-moderna-684-cm001_635853

 

Fashion for me & you

Olá a todas :) a partir da próxima semana vou abrir uma nova rubrica à terça-feira - intervalada com o Pai [Im]perfeito - sobre moda e acessórios para grávidas, bebés e crianças.

Vou trazer-vos também informações sobre as promoções para mamã e criança que vão estar a decorrer nessa semana.

Caso tenham alguma dúvida ou alguma coisa que queiram ver falada aqui enviem um e-mail para anamendes_10@hotmail.com

Prometo dar a máxima atenção e prioridade aos temas pedidos.

 

fc3e130feb6754fecee0df2ebe98c9d7.jpg

 (imagem retirada da internet)

Mães (Im)Perfeitas - A T.

Sou a T. tenho 35 anos, advogada em part time, mãe em full time do Guilherme que é sem sombra de dúvida o bebé mais lindo do mundo, pelo menos do meu mundo, não é por ser mau mas o miúdo é mesmo giro e fofo, mesmo super fofo e teimoso, tadinho sai ao pai, não podia ser perfeito ;)


Olá T. Conta-nos cá: o que tens aprendido nisto da maternidade?
 
Aprendi a gerir expectativas, a aproveitar, ou pelo menos tentar, todos os bons momentos.
Aprendi que tenho mais paciência e tolerância do que alguma vez imaginei.
Aprendi que não há duas crianças iguais e que apesar de toda a gente gostar de mandar bitaites sobre a melhor forma de educar o meu filho/ resolver problemas de fome, cólicas, birras, etc, o que serve para os outros não tem de necessariamente funcionar com o meu filho.
Aprendi que todos aquelas resoluções de "quando eu for mãe vou fazer x" eram realmente muito lindas mas nada exequíveis.
descobri que o melhor som do universo é o riso do meu filho.

Como gostarias que o teu filhos te recordassem? 
 
Como uma boa mãe, aquela que estava lá sempre disponível para eles, seja para ir passear ao parque ou para os "massacrar" com os TPC, que os conhecia melhor que ninguém, que era uma excelente cozinheira, muito modesta eu sei ;) Gostava de ser recordada como uma mãe a sério, como a minha, quando eu penso na minha mãe não me vem à cabeça as discussões, nem os desentendimentos, lembro-me que foi ela que me ensinou a fazer pão de ló e assados no forno e que hoje diz que os meus são melhores que os dela ;) lembro-me que sempre esteve lá para mim nos bons e maus momentos para me dar força e ajudar-me em tudo e é esse tipo de mãe que quero ser.

As birras são muito comuns e o talvez aquilo que os pais mais temem. Como reages quando elas surgem?
 
Depende do tipo de birra, se me parece daquelas que vai passar, tento não dar grande importância até ele se conseguir acalmar. Se forem daquelas grandes mesmo que já passou os limites tento acalma-lo, distrai-lo com outra coisa para ver se ele próprio se consegue acalmar, mas às vezes não consigo fazer nada a não ser deixa-lo chorar até passar :(

Queres destacar alguma coisa gira ou recente?
 
O Gui começou agora a fazer puzzles no Ipad sozinha e honestamente fico completamente boquiaberta como é que um ser tão pequenino já consegue fazer este tipo de coisas, é uma esponjinha e todos os dias aprende coisas novas que me deixam surpreendida.

Algum momento que tenha marcado enquanto mãe?
 
O dia do nascimento dele, a primeira vez que o vi e se tornou um ser humano diferente de mim, foi tão bom conhece-lo cá fora, ouvir o choro dele que parecia um gatinho a miar.

Como tentas gerir o tempo?
 
Durante a semana geralmente tento ao final do dia ter o nosso family time, quando chegamos do trabalho um de nós dá banho ao Gui enquanto o outro faz o jantar, jantamos todos juntos, depois vamos brincar um bocadinho com o bebé, sem televisões, ipad ou telemóveis, por volta das 21h vamos deitá-lo, colocamos uma musica que nos foi recomendada para acalmar o bebé e prepara-lo para dormir e ficamos um bocadinho com ele no quarto até ele querer ir para o berço.
Ao fim de semana temos de o "dividir" com os avós paternos, que vivem um pouco mais longe de nós, normalmente passa um dos dias com eles para passear, brincar, dormir a sesta e nós aproveitamos para descansar ou fazer coisas pendentes.
 

Que conselho darias a futuros pais?
 
Aproveitem bem todos os momentos, passam tão depressa.

Alguma vez te arrependeste de uma decisão/opção? 

Arrependi-me de ter demorado tanto a mudar de pediatra, tivemos a mesma pediatra durante os primeiros 15 meses e cada vez que lá ia era uma fonte de stress para mim, saia de lá a achar que fazia tanta coisa mal que era um milagre o miúdo não estar obeso, ou qualquer coisa do género.

Para terminar, peço-te que definas a maternidade numa só palavra e expliques a opção.
 
Amor- é aquilo que sinto cada vez que penso no meu filho, em ser mãe.
 
Obrigada T. por este bocadinho. Beijinho para o Gui. :D

Mães (Im)Perfeitas - A Catarina

Olá a todos sou a Catarina do blog 4reizinhos e devo dizer que fiquei muito surpreendida com este convite. Surpreendida e confusa. Porque raio me convidaram para uma entrevista sobre mães imperfeitas quando eu sou o cumulo da perfeição. Não concordam? Passem então lá pelo meu cantinho para perceberem a mãe mais que maravilhosa que eu sou. É verdade que sou um pouco distraída, mas até a data ainda não perdi nenhum dos meus pequenos e olhem que com quatro é difícil manter conta de todos. Até à data apenas tivemos incidentes menores. Já deixei o Guilherme fechado fora de casa. Já me esqueci de apertar o cinto da cadeirinha ao Leonardo. Já deixei cair um tacho em cima da cabeça de um dos gémeos... ah...ah...afinal escolheram a pessoa certa.

 

Olá Catarina! Que introdução tão perfeita para uma entrevista deste genéro. :) Conta-nos cá, que qeuremos saber tudo: o que tens aprendido nisto da maternidade?

 

A maternidade é uma aprendizagem constante. Todos os dias surge algo novo que nos ensina algo ou nos faz perceber que outras opções também se aplicam. No meu caso aprendi muito com o mais velho mas aprendi ainda mais com o segundo. Tudo porque percebi que o facto de terem personalidades tão distintas faz com que a minha postura para com eles tenha que ser diferente. Depois vieram os gémeos, numa altura em que pensava que já sabia tudo o que havia a saber no tema da maternidade e percebi que afinal não sabia nada. Continuo a aprender e vou continuar a aprender até ao fim da minha vida.

 

Como gostarias que os teus filhos te recordassem?

 

Não preciso que os meus filhos me recordem a mim como pessoa. O que eu gostaria que eles recordassem sempre é o amor que tive por eles. Gostaria que eles percebessem que todas as decisões que tomei, mesmo aquelas que acham injustas, foram todas tomadas com amor. Espero que um dia possam olhar para trás e dizer que sabem o que é o amor, o que é ser amados, o que é amar alguém.

 

Com 4 miúdos em casa, as birras devem ser uma constante. Ou nem por isso? Como reages quando elas surgem? 

 

Sei que vão pensar que é mentira mas não  temos assim muitas birras. Desde cedo perceberam que quando dizemos não é não e uma birra que não vai mudar nada. Por norma até funcionamos mais ao contrário. Primeiro dizemos não e quando eles mostram que merecem até acabamos por voltar atrás.  Claro que há casos e casos. Existem birras porque estão doentes, birras de sono, birras porque querem chamar a atenção. Como pais temos que perceber qual é o motivo da birra e definir uma estratégia para a sua resolução. Por vezes a solução é a coisa mais simples.

Por norma quando lhes surge uma birra deixo-os chorar, espernear, rebolar. Deixo-os fazer de tudo até se acalmarem. Depois pergunto-lhes que acham que agiram correctamente e mando-os para o quarto pensar no assunto. Para mim é importante que eles percebam o que os levou a fazer a birra para assim não tornarem a fazer o mesmo.

 

Queres destacar alguma gira? 

 

No últimos tempos o Leonardo andava a portar-se mal na piscina quando ia com o pai à segunda-feira. Certo dia perguntou-me se eu ia com ele e quando lhe disse que não respondeu-me que era injusto. Tudo porque eu vou dois dias à piscina com o Guilherme e apenas um com ele. Percebemos então que as birras se deviam ao facto de querer mais tempo comigo. Passei a ir com ele e nunca mais tivemos problemas.

 

Se tivesses que destacar um momento, enquanto mão, qual escolherias? 

Existem tanto, mas tantos… No entanto se pensar bem acho que há um que se destaca um pouco dos outros. Os gémeos nasceram de 33 semanas e tiveram que ficar internados na neonatologia. Custa horrores seres mãe mas não teres os teus filhos ao pé de ti. Não puderes pegar neles, não os puder levar para casa. Custa dormir à noite sabendo que os teus filhos não estão contigo. Passa a noite a pensar se estará tudo bem, se vais receber um telefonema a avisar o pior.

 

 Imagino que o tempo voe em vossa casa. Como o geres? Ou tentas, vá...

 

Cá em casa o tempo tem que ser muito bem gerido. Entre actividades, trabalhos, banhos e jantar não sobra muito tempo. Por sorte tenho um marido fantástico, que para além de ser um bom companheiro é também um pai extremoso. Juntos conseguimos dividir as tarefas, sempre ouvi dizer que é preciso dividir para conquistar, é assim que funcionamos. Por exemplo, eu deixo o Guilherme na bola, levo o Leonardo à piscina e aproveito para fazer aula de ginástica no mesmo horário. O marido fica em casa com o gémeos e trata do jantar. Se vai ele às actividades ficou eu em casa e trato dos pequenos. O marido limpa a casa eu trato das roupas e das refeições. No fundo somos uma equipa e remamos ambos para o mesmo lado. Se não fosse assim não seria possível conciliar tudo.

 

Que dificuldades encontras por teres uma família numerosa? O que há a mudar, na sociedade, nesse sentido? 

 

Se começasse a enumerar  todas dificuldades  ficava aqui o dia todo por isso vou só deixar as mais básicas. Sentimos dificuldade porque temos um pais envelhecido com uma baixa natalidade. O governo fala em apoios à natalidade mas a verdade é que as ajudas são mínimas. As famílias numerosas são até desfavorecidas em muitos sectores. Um exemplo é o numero de dias de assistência à família  a que temos direito. Uma mãe com um filho tem direito a 30 dias de baixa para assistência ao filho.No meu caso tenho direito a 33 dias, 30 dias pelo primeiro filho mais um dia por um dos outros.  Basta um dos rapazes ficar doente para a doença se alojar em casa e percorrer todo o agregado familiar o que resulta que os 33 dias vão imediatamente à vida e o que fazemos da próxima vez que estiverem doentes?

Outra dificuldade que enfrentamos é a discriminação da sociedade. Vivemos numa época de um filho, dois no máximo e quem opta por ter mais do que isso é olhado como lunático. Aparentemente,ninguém no seu perfeito juízo,deve ter mais do que dois filhos. Já perdi a conta às vezes em que me perguntaram se foi um acidente, se não tenho televisão em casa, se já ganhei juizo e vou parar por aqui.

Espero que seja apenas uma fase e que as pessoas aprendam a respeitar as opções de vida das outras pessoas mesmo que não concordem com elas.

 

 Alguma vez te arrependeste de uma decisão/opção? 

 

Nunca me arrependo. Continuo a dizer que se tivesse capacidade financeira tinha mais uns quantos filhos.

 

Que conselho darias a futuros pais? 

 

Ter filhos é a melhor profissão do mundo mas ao mesmo tempo é a mais exigente. Trabalhamos 24 horas por dia durante 365 dias por anos. Preparem-se para amar alguém com um amor que nunca pensaram que pudesse existir. Mas ao mesmo tempo preparem-se para ver os anos fugirem diante dos vosso olhos. Tenham filhos porque querem e não porque é suposto terem. Lembrem-se que depois de serem pais de alguém vão continuar a se-lo até ao fim da vossa vida.

 

Para terminar, peço-te que definas a maternidade numa só palavra e expliques o porquê.

 

Esta é difícil. Acho que a melhor palavra que define a maternidade é amor. Um amor extraordinário que sentimos pelos nossos pequenos. É o orgulho imenso quando vemos o primeiro sorriso. O êxtase com os primeiros passos. O sorriso quando ouvimos a primeira palavra. Porque cada feito e conquista faz crescer o amor que sentimos por eles. 

 

Agradeço à Caracol por se ter lembrado de mim e pelas magnificas questões que me colocou. 

 

Obrigada nós, Catarina, por este fantástico bocadinho. :)

Header original da Mula com ilustrações de Inslee Haynes e Emily Donald

Blogs Portugal

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D