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Mães mais que [im]perfeitas

Pai [im]perfeito - João

Num blogue para mães achei bastante importante que se desse alguma atenção e cuidado aos papás uma vez que também eles desempenham um papel importantíssimo no crescimento e desenvolvimento das crianças não só a nível físico como emocional.

A minha primeira entrevista foi feita ao João que tem 36 anos e é pai de uma linda princesinha de 4 anos.

O que é para ti a paternidade?

J: Para mim, é difícil responder a esta pergunta sem recorrer a uma definição da palavra, mas posso tentar explicar como me sinto como pai que é mais fácil. Ser pai foi, é e acho que irá continuar a ser a maior surpresa da minha vida. Surpresa pela positiva e por vezes pela negativa, pois nem tudo são rosas no dia a dia de pai e filhos. Essas surpresas diárias e a forma como lidamos com elas são uma fonte de aprendizagem mútua. Por isso resumindo, a paternidade é amor e aprendizagem todos os dias do resto das nossas vidas.

 

Como te caracterizas como pai?

J: A palavra que melhor me caracteriza como pai é "Presente"! Não presente de natal ou de aniversário, mas sim presente de estar e querer sempre estar presente em tudo o que, como pai, me seja permitido estar. Sim, porque acho que não temos de saber de tudo nem de interferir em tudo na vida dos nossos filhos, limitando assim as suas decisões e autenticidade do caráter.

 

Enquanto pai de uma menina de 4 anos, qual o maior desafio até hoje?

J: O maior desafio foi lidar com pequenos problemas detetados na L. à nascença, mas que com amor e dedicação minha e principalmente da mãe foram ultrapassados quer fisicamente quer psicologicamente e hoje olho para trás e não me arrependo de nada do que fizemos nessa fase.

 

Quais as lições mais importantes que retiras destes 4 anos com a L.?

J: A maior lição que estes 4 anos de L. me ensinaram foi que as coisas mais simples da vida são na verdade as mais importantes e as que temos de aproveitar ao máximo.

 

Quais os teus maiores receios enquanto pai/homem?

J: O meu maior receio enquanto pai de uma menina é que o mundo não evolua o suficiente para que a L. não sofra com a distinção que o mundo faz entre géneros, credos e raças.

 

Qual consideras a tua maior qualidade e o teu maior defeito enquanto pai?

J: Como qualidade o facto de gostar de estar todo o tempo que me seja possível com a minha filha.

Como defeito algum excesso de proteção, que acaba por acontecer mesmo que saiba que posso não estar a fazer o mais correto. Coisas de pai de menina!

 

Qual foi o momento mais difícil destes 4 anos como pai?

J: Como já tinha dito mais acima, lidar com os pequenos problemas que a L. tinha quando nasceu, mas que graças a Deus conseguiu ultrapassar.

 

No dia em que a tua esposa te disse "Estou grávida" - como recordas esse dia e como te foi dada a notícia?

J: Foi um dia surreal a nível profissional e quando me foi dada a notícia (por telefone) ainda estava a trabalhar. Prometi a mim mesmo, a partir de agora o trabalho desceu mais um patamar em termos de nível de importância na minha gestão de tempo diário.

 

O dia do nascimento da L., como foi e como descreves a experiência?

J: A palavra que encontro para definir o nascimento da minha filha, que assisti e aumentou o respeito que tenho pelas mulheres, e em particular pela minha, é "INTENSO".

 

Ser pai é... A única "profissão" da qual sei que nunca me vou demitir!

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 Obrigada João e que a tua pequena L. cresca linda e cheia de saúde.

 

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