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Mães mais que [im]perfeitas

Musical Hakuna Matata - Musical Infantil

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Local: Academia de Santo Amaro - Lisboa (Alcantara)

Rua Academia Recreativa de Santo Amaro nº 9
1300-001 Lisboa

 

Em exibição : Domingos Até 26 de Março de 2017

Atenção: As sessões do dia 22 e 29 de Janeiro foram canceladas.

 

Horário: 11h

 

Preços: Entre os 5€ e os 12€ - consoante a plateia escolhida

 

A Associação Cultural Protagoniza Magia traz-nos este musical de João Duarte Costa numa aventura musical onde os animais são os protagonistas.

A história transporta as crianças para o interior da savana onde a mais famosa das suricatas resolve partir para conhecer a cidade, deixando para trás a família e os amigos. A nova vida está cheia de surpresas e peripécias, mas a pequena suricata percebe que o seu coração está na selva junto daqueles de quem mais gosta. O dia do seu regresso é também um momento de festa, pois nesse dia nasce o novo rei da selva…

Eu vou...e tu?

Petição // Contra o peso excessivo das mochilas escolares em Portugal

Olá a todos/as, já não é novidade nem de hoje nem de ontem o mal que faz ás crianças o peso das malas seja pelo transporte de manuais, cadernos, estojos e equipamentos de Ed. Fisica.

Já no meu tempo de escola os pais reivindicavam cacifos para que se pudesse deixar os manuais em segurança na escola - dos quais a falta era justificada por poucos cacifos para muitas crianças e a necessidade de os manuais acompanharem os alunos para que os mesmos fizessem os TPC.

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Ora vejamos os estudos que foram realizados:

O estudo revelou que 53% das crianças que participaram no estudo transportavam mochilas com uma carga acima do recomendável pela Organização Mundial de Saúde, isto é, superior a 10% do seu próprio peso. (...)

(...) 61% dos estudantes com 10 anos transportavam cargas excessivas, o mesmo acontecendo a 44% com 12 anos. Independentemente da idade dos alunos, o estudo acrescentou que a percentagem de mochilas com peso a mais era maior nas escolas privadas do que nas públicas.

Após este estudo, realizado no final do ano letivo de 2003, a DECO / Proteste apelou ao Ministério da Educação de então, às escolas e às editoras, que fossem unidos esforços no sentido de reverter esta situação.

13 ANOS DEPOIS…
Passaram 13 anos desde este estudo. 13 anos em que nada mudou. 13 anos em que a realidade continua igual ou pior. 13 anos em que o peso excessivo continuou, com implicações na saúde das crianças. Não estará na mesma, talvez, a maior consciencialização e sensibilização através dos meios de comunicação social, pois a cada ano letivo surgem novos alertas sobre esta situação. Mas todos sabemos que isso não é suficiente.

  •  o ano de 2009, uma tese de mestrado realizada no âmbito do curso de Engenharia Humana, da Universidade do Minho, revelou que quase dois terços dos alunos se queixavam de dores por causa do peso que carregam.
  • A campanha “Olhe pelas Suas Costas”, criada em 2013, pela Sociedade Portuguesa de Coluna Vertebral, com apoio científico de associações de doentes e sociedades médicas portuguesas, (...) A campanha alerta para o facto de as dores nas costas afetarem 600 milhões de pessoas e de, em Portugal.
  • A campanha alerta para o facto de as dores nas costas afetarem 600 milhões de pessoas e de, em Portugal.

(...) As crianças que transportam hoje mochilas muito pesadas começam cedo a ter problemas de coluna, sendo alguns dos mais conhecidos, a hiperlordose lombar, a hipercifose torácica, a escoliose, as hérnias discais, entre outras ocorrências.

Os signatários desta Petição Pública solicitam a intervenção da Assembleia da República, legislando sobre esta matéria, com caráter de urgência, de modo a resolver este grave problema de saúde pública, tendo em conta as seguintes propostas:

1 - Uma legislação, com carácter definitivo, que veicule que o peso das mochilas escolares não deve ultrapassar os 10% do peso corporal das crianças, tal como sugerido por associações europeias e americanas.

2 - A obrigatoriedade de as escolas pesarem as mochilas das crianças semanalmente, de forma a avaliarem se os pais estão conscientes desta problemática e se fazem a sua parte no sentido de minimizar o peso que os filhos carregam.
Para tal, cada sala de aula deverá contemplar uma balança digital, algo que já é comum em muitas escolas, devendo ser vistoriada anualmente.

3 - Que as escolas públicas e privadas de todo o país disponibilizem cacifos para que todos os alunos consigam deixar alguns livros e cadernos, de modo que possam deslocar-se entre as suas casas e a escola com menos peso.

4 - Podendo existir a opção de os alunos utilizarem o suporte digital, segundo o critério de cada escola, exigir às editoras responsáveis pela produção de manuais escolares o seguinte:

4.1 – Que criem livros/manuais escolares com papel mais fino, de gramagem menor, ou divididos em fascículos retiráveis segundo os três períodos do ano;

4.2 - Que os conteúdos dos livros/manuais escolares sejam o mais concisos e sintéticos possível, de modo a diminuir o volume e o peso dos mesmos.

Podem ler o texto na integra AQUI e Assinara petição 

 

Porque como diz o autor do texto - e bem - as crianças de hoje são os profissionais de amanhã.

 

 

 

A minha experiência numa sala de partos

O parto é, sem dúvida, aquilo que as mulheres mais temem. Sobretudo, quando é o primeiro filho. Temem o desconhecido, essencialmente, mas também temem a dor. 

Pessoalmente, sempre apregoei a altos ventos que nunca iria querer epidural. Porque mimimi e a dor não seria como partir uma perna e mimimi sou resistente à dor e mimimi era algo porque queria passar e vários outros mimimis. 

Isto manteve-se até ser a única pessoa a levantar a mãozinha na formação de epidural promovida pelo Hospital de Gaia. Disse-me a senhora anestesista, fitando-me longamente: "Estou a memorizar o seu rosto. Caso seja eu a estar de plantão no seu parto, já sei que posso ir tomar um cafezinho." Ri-me com ela, claro, e saí de lá convencida que de facto não vale o sofrimento e que mais valia levar com a agulhona no lombo. 

Mas, avancemos que vocês têm mais o que fazer. 

Lembro-me perfeitamente de ter acordado na madrugada de 3 de dezembro, com uma pontada aguda nas costas. Não que fosse incomodativa, ou lancinante, foi mesmo só o suficiente para me acordar, virar para o outro lado e voltar a adormecer. 

Nessa manhã tinha consulta de termo, o CTG não acusou grandes contrações e ainda tive que enfardar um docinho para obrigar o puto a mexer-se. No gabinete, as mãos engenhosas de senhora doutora detetaram 3/4 dedos de dilatação, deu um jeitinho (palavras da própria) desejou-me bom almoço e despediu-se com um "até logo".

Almocei sossegadita, na companhia de senhora minha tia, umas pataniscas absolutamente divinais. Contrações: 0.

Por volta do meio da tarde, comecei efetivamente a ficar incomodada, com a dormência que sentia. E dormência é mesmo o termo, não eram dores agudas, era só uma moinha que ia e vinha. Liguei ao homem, que a coisa já dava para contar os minutos de intervalo (15) e combinamos ir ao hospital quando chegasse. Dei um jeito à casa, estendi e apanhei roupa, fiz o jantar. Ainda insisti para o homem jantar, mas ele insistiu em irmos diretos para  o hospital. 

Entrei nas urgências às 19:45, pelo meu próprio pé, sem dores de maior a não ser uma pontada nas costas. Estava muito bem de pé, a caminhar então nem se fala, mas mesmo bem era agachada. Senhora enfermeira da triagem disse serem contrações posteriores, daí a dor nas costas, e que portanto seria um parto mais demorado. 

Resignei-me à minha sina e fui recambiada para o CTG, que me custou horrores por ter que estar sentada, que acusou trabalho de parto. 

No gabinete, com uma médica e um estagiário, calhou-me ser o jovem aspirante a obstetra a fazer o "toque". 

Revela ele:

- Tem nove centímetros de dilatação, há só aqui blá blá blá.

Oi? Nove?! Como assim nove?! Este gajo não está a ver isto bem! Alguém que chame o seu supervisor para lhe ensinar a ver isto direito. 

- Desculpe, eu não quero parecer arrogante, mas não quer chamar alguém com mais experiência? Eu não posso ter nove de dilatação, não tenho dores para isso. 

Nesse preciso momento, entra em cna a médica que acompanhava, com ar de quem tinha efetivamente mais experiência, fazendo-me a vontade e revendo a dilatação. 

- É um facto, tem nove centimentros de dilatção. Mas não lhe doi, é?

- Não é não doer, é só ser suportável. Claro que nesta posição sinto mais, mas a caminhar estou muito bem. 

Gargalhadas por parte dos sôdotores, chamadas para o bloco de partos que ia subir uma utente quase em fase de expulsão e pedido de cadeira de rodas. 

- Não é para mim, pois não? 

- É pois, não vai a caminhar para cima. 

- Vou pois.Se já caminhei até aqui, caminho mais um bocadinho. 

- E se lhe rebentam as águas? 

- Dou uma corridinha num instante. 

Ainda insistiram naquilo mais um bocadinho, mas eu bati na mesma tecla e venci pela escassez de tempo. 

Já no bloco, a coisa foi muito mais rápida: ainda eu estava a pôr um pé dentro e já me perguntavam porque ainda estava vestida. 

E a epidural, perguntam vocês? 

Pois que a pedi. Não que, como já referi, sentisse demasiada dor, mas pelo receio de que a coisa piorasse, eu me desconcentrasse da respiração e tivesse meia dúzia de piripaques nervosos. Não daria jeito nenhum naquela hora. Consegui aguentar quieta o tempo necessário à colocação do cateter - não perguntem como, surtiu grande admiração por parte dos médicos assistentes. 

Posso afiançar que não surtiu grande efeito: senti com bastante realismo o golpe da tesoura. 

De modos que foi um parto relâmpago e com pouquíssima dor. Pela parte que me toca, digo-vos: não custa mesmo nada. Já fiz coisas mais dolorosas, como burpees, por exemplo. 

 

Header original da Mula com ilustrações de Inslee Haynes e Emily Donald

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