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Mães mais que [im]perfeitas

Os meus partos... Pela Fatia: #1

Como sabem, sou um bolinho que se fatia muito! Portanto, só à minha parte tenho três experiências de parto para partilhar convosco.

Não é que eu ache que contar estas experiências sirva de muito! Aliás, sempre considerei um abuso o tentarem impingir-me histórias terríficas sobre partos enquanto estive grávida. Se na primeira gravidez, as descrições me deixavam em pânico, na última confesso que me divertiam como se estivesse a ver um filme de terror de baixo orçamento e pouca qualidade. 

No entanto, as minhas experiências foram, em média, boas! Mas já lá vamos...

Nestas coisas, nada como começar pelo primeiro, não é verdade?

 

Durante a gravidez da Fatia#1 tive contracções desde as 20 semanas. Às 36 semanas cheguei a estar internada com o que se veio a revelar um falso trabalho de parto. Porém, no dia 31 de Julho tudo mudou! 

Acordei pela hora normal, com as contracções como tinha sentido até então. Estava de 39 semanas e 2 dias e era o meu primeiro dia de férias. Fui tomar banho e decidi ir beber um café com a minha mãe ao centro comercial que ficava a 2 minutos da minha casa. Nesse dia, decidimos ir a pé porque íamos só mesmo dar uma volta.

Assim que lá chego, notei que havia qualquer coisa de diferente nas contracções.

 

(Adianto já, em jeito de spoiler, que senti sempre o mesmo em todos os partos, apesar de não saber explicar bem o que é que muda)

 

Tomamos café e fui vigiando as contracções, que continuavam completamente irregulares e de intensidade variável. Mas a sensação estava lá. Resolvi voltar para casa e ligar ao Fatiasmén para vir almoçar a casa. 

Almoçamos (seria uma romântica se ainda me lembrasse do que fora a ementa, mas só tenho ideia de serem restos do jantar do dia anterior) e saímos para o Hospital.

Entrámos, fizemos a admissão e subi para a maternidade. 

 

Fui chamada para a triagem. Fizeram-me o CTG que acusava contracções irregulares. Outro falso alarme, pensei eu para os meus botões. Entretanto, sou chamada pela médica para fazer o toque e ver o estado do colo do útero. E aqui processou-se algo que, se fosse hoje, não teria ocorrido. A médica achou, na sua sapiência, que deveria fazer-me um descolamento das membranas. Fê-lo sem me avisar, sem me perguntar se queria ou se sequer se podia. 

Rapidamente as dores aumentaram, as contracções tornaram-se regulares e estava em trabalho de parto activo. No fim, a médica ainda teve a ousadia de me dizer que lhe devia agradecer, que agora já estava em trabalho de parto.

Ainda meio abananada das dores, fui levada pela enfermeira para me colocarem o cateter no braço. Mais uma vez, sem me informarem, colocaram-me oxitocina. 

Em menos de 5 minutos as contracções eram regularíssimas, fortíssimas e seguidíssimas. A enfermeira tentou consolar-me, mandou-me para o bloco de partos e começou a aventura!

Deviam ser umas 16h, eu já estava com 2 para 3 dedos de dilatação e a sofrer horrores. 

 

Quando vi aparecer o anestesista na sala de partos, pensei que estava a ver Deus na Terra! Oh Santa Epidural... Adormeceu-me as dores, a barriga e as pernas. Passado um pouco, já não sentia nada... E que maravilha!

Deu para dormir, rir, conversarmos. O meu marido acabou por ir jantar por volta das 20h e voltar com toda a tranquilidade. Quando a dose terminava, vinham e colocavam outra no difusor. 

 À meia noite troca o turno... e eu ainda lá estou... 4 dedos! No turno, entra uma ex-colega minha de secundário! Que alegria ver uma cara conhecida, naquele momento. 

Veio ver-me por volta da uma da manhã... 4 dedos! Mas as águas já tinham rebentado. Diz-me ela, já cá volto que isto parece que ainda está demorado

 

Comecei então a sentir uma dor na perna esquerda, que até então estava totalmente dormente. Não pensei muito no assunto... Não sentia contracções nenhumas, não sentia a barriga, nem me apercebi de nada.

Quando a minha amiga entra no quarto para me fazer o toque novamente, já a Fatia#1 estava a coroar!

Vai nascer! Faz força Fatia! Faz força na contracção!

- Mas qual contracção?

A epidural, demasiado eficaz, não me ajudou neste momento. Não sentia nada, não sabia quando fazer força... aliás nem conseguia fazer força.

Com a ajuda das enfermeiras, das auxiliares, da médica interna, tudo pendurado em cima de mim, lá conseguimos fazer com a miúda saísse a voar daqui para fora!

 

Eram quase duas da manhã e finalmente a Fatia#1 tinha nascido. 

 

Precisei apenas de levar alguns pontos, nada de especial, e tudo superficial. 

 

Ao fim de algumas horas, quando o efeito da analgesia começou a passar, comecei a sentir umas dores horrorosas. Não obstante, os mamilos já estarem em sangue, sempre que a miúda ia à mama, eu quase que desmaiava com dores. Pensei o pior... Chamei as enfermeiras e descobri que afinal eram apenas dores tortas!

A involução do útero à sua dimensão normal, pelos vistos, não é sentido pela maioria das mulheres no seu primeiro parto... Claro que a fava tinha que me calhar a mim ou não fosse eu um bolinho, não é verdade?

 

E assim foi... A minha primeira experiência de parto! Cerca de 12h de trabalho de parto para nascer a minha (primeira) princesa!

 

(to be continued - ahahahah)

 

Fashion for me & you

Olá a todas :) a partir da próxima semana vou abrir uma nova rubrica à terça-feira - intervalada com o Pai [Im]perfeito - sobre moda e acessórios para grávidas, bebés e crianças.

Vou trazer-vos também informações sobre as promoções para mamã e criança que vão estar a decorrer nessa semana.

Caso tenham alguma dúvida ou alguma coisa que queiram ver falada aqui enviem um e-mail para anamendes_10@hotmail.com

Prometo dar a máxima atenção e prioridade aos temas pedidos.

 

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 (imagem retirada da internet)

Amamentação

Cá está ele, o tema que tanto arrancar de cabelos desencadeia nas mães. Esteve ali uma porrada de tempo nos rascunhos, mas lá decidi que veria a luz do dia.

Não sou, nem pretendo ser, conselheira de amamentação, mas tal como eu com certeza muitas terão as mesmas dúvidas, os mesmos receios, ouvirão as mesmas opiniões daqui e dali sem saber a qual dar ouvidos. Pois bem, o que fiz aqui é uma compilação das minhas dúvidas, daquilo que aprendi e porque fez sentido para mim seguir alguns conselhos.

Volto a frisar: fez sentido para mim. Ninguém é igual, o que me faz sentido pode ser totalmente descabido para outra pessoa.

Avancemos que se faz tarde.

A amamentação deve ser livre de horário

Após algum receio inicial, por ser mãe de primeira viagem e coisa e tal, mais o medo que o leite não chegasse para o puto, dei de caras com esta afirmação. Acenei que sim, que faz sentido. O miúdo estava habituadinho à boa vida, a não ter que mexer uma palha para se alimentar, ainda mal sabia que tinha nascido e já lhe tentava impor um relógio? Nah, esqueci as horas, se chorava e me parecia fomeca, toca a alimentar o fedelho, mesmo que ainda faltassem 60 minutos para a próxima refeição.

Além do livre horário, deve ser na quantidade e durante o tempo que o bebé quiser

Mais uma afirmação que me fez todo o sentido, quer pelo já enumerei anteriormente - o estar habituado a uma vidinha santa - quer pelo facto de saber que o leite se altera durante a mamada. Surpreendidos? É verdade, o leite não é sempre igual: numa primeira fase é mais líquido, mais aquoso para saciar a sede. Só depois dá lugar a um leite mais espesso e rico em nutrientes que irão engordar - assim se espera - a cria. Se alguma vez tirarem leite com a bomba, vão ver isso mesmo: o primeiro leite jorra com muito mais facilidade, já o segundo às vezes é uma valente seca. Se deixarem o recipiente a repousar um par de horas, verão que há uma separação de líquidos, o mais líquido em cima, o mais espesso em baixo.

Para além disso, ninguém gosta que lhe diga "só tens 10 minutos para te alimentar. Despacha-te.", pois não?

O corpo regula a quantidade e qualidade de leite que o bebé precisa

Se há máquina perfeita neste mundo é o corpo humano. O da mulher então é qualquer coisa de extraordinário. Há medida que o bebé vai mamando, o organismo vai percebendo, ajustando e regulando a quantidade de leite produzida. Não é fantástico? E faz sentido, porque a necessidade de um recém nascido não será igual à de um  bebe com dois meses.

 Não há leites fracos

Aqui está aquilo que nos divide a a mente, nos provoca as maiores dúvidas e nos faz correr à farmácia mais próxima em busca de suplemento para o esfomeado. A verdade é que não há leites fracos. O leite inicial - aquele que jorra mais facilmente - é o primeiro a sair, levando muitas mães a acreditar que a textura aguada é sinónimo de fraqueza nutricional. Nada mais errado. Quando essa primeira "fornada" termina, começa o leite mais espesso. É importante reter que o leite vai mudando, mesmo durante a própria mamada. Portanto, não se preocupem tanto com o aspecto, mas antes com a aparência da vossa cria. Parece-vos saciada? Então é porque está. O que verdadeiramente conta são os gramas, os valores de peso, é esse o verdadeiro indicador de que a amamentação está a resultar. 

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Acima de tudo: não se preocupem tanto. Os primeiros meses são muito exigentes, há toda ou uma rotina - ou ausência dela - a aprender. É tudo novo, para eles e para vocês. Deixem que o vosso instinto vos guie, deixem que as coisas aconteçam naturalmente. O bebé sossega na mama, nem sempre porque tem fome, pode ser cólicas, pode ser o conforto... Não se preocupem com as manhas e vícios. Um recém nascido nas os tem, nem os adquire tão cedo. 

Acima de tudo, mantenham isto na vossa mente: não é o leite que vos define enquanto mãe. Não é por pegarem num biberão de suplemento que são menos mães. Façam o que for melhor para vocês e não só para o bebé. Em nada é benéfico para o vosso filho ser amamentado por uma mãe com uma numa pilha de nervos ou a chorar com dores. Se se fartarem, esqueçam e passem para outra. Sem grandes dramas, nem culpas. Não é por isso que vão ter que ir com ele ao psicólogo aos seis anos. 

Claro que para mim é fácil falar: tive uma amamentação muito fácil que prolonguei até aos 13 meses do Caracolinho, altura em que comecei o desmame. Mas sempre pensei assim. Nem faz sentido ser outra forma, como iríamos aproveitar este pedacinho tão curto da existência deles, entre lágrimas, frustrações e dor? Não faz sentido. Desfrutem ao máximo, com mama ou com biberão. É um tempo que não volta, não faz sentido desperdiça-lo com dramas. 

E por aí, como correu esta experiência?

 

 

Mães (Im)Perfeitas - A T.

Sou a T. tenho 35 anos, advogada em part time, mãe em full time do Guilherme que é sem sombra de dúvida o bebé mais lindo do mundo, pelo menos do meu mundo, não é por ser mau mas o miúdo é mesmo giro e fofo, mesmo super fofo e teimoso, tadinho sai ao pai, não podia ser perfeito ;)


Olá T. Conta-nos cá: o que tens aprendido nisto da maternidade?
 
Aprendi a gerir expectativas, a aproveitar, ou pelo menos tentar, todos os bons momentos.
Aprendi que tenho mais paciência e tolerância do que alguma vez imaginei.
Aprendi que não há duas crianças iguais e que apesar de toda a gente gostar de mandar bitaites sobre a melhor forma de educar o meu filho/ resolver problemas de fome, cólicas, birras, etc, o que serve para os outros não tem de necessariamente funcionar com o meu filho.
Aprendi que todos aquelas resoluções de "quando eu for mãe vou fazer x" eram realmente muito lindas mas nada exequíveis.
descobri que o melhor som do universo é o riso do meu filho.

Como gostarias que o teu filhos te recordassem? 
 
Como uma boa mãe, aquela que estava lá sempre disponível para eles, seja para ir passear ao parque ou para os "massacrar" com os TPC, que os conhecia melhor que ninguém, que era uma excelente cozinheira, muito modesta eu sei ;) Gostava de ser recordada como uma mãe a sério, como a minha, quando eu penso na minha mãe não me vem à cabeça as discussões, nem os desentendimentos, lembro-me que foi ela que me ensinou a fazer pão de ló e assados no forno e que hoje diz que os meus são melhores que os dela ;) lembro-me que sempre esteve lá para mim nos bons e maus momentos para me dar força e ajudar-me em tudo e é esse tipo de mãe que quero ser.

As birras são muito comuns e o talvez aquilo que os pais mais temem. Como reages quando elas surgem?
 
Depende do tipo de birra, se me parece daquelas que vai passar, tento não dar grande importância até ele se conseguir acalmar. Se forem daquelas grandes mesmo que já passou os limites tento acalma-lo, distrai-lo com outra coisa para ver se ele próprio se consegue acalmar, mas às vezes não consigo fazer nada a não ser deixa-lo chorar até passar :(

Queres destacar alguma coisa gira ou recente?
 
O Gui começou agora a fazer puzzles no Ipad sozinha e honestamente fico completamente boquiaberta como é que um ser tão pequenino já consegue fazer este tipo de coisas, é uma esponjinha e todos os dias aprende coisas novas que me deixam surpreendida.

Algum momento que tenha marcado enquanto mãe?
 
O dia do nascimento dele, a primeira vez que o vi e se tornou um ser humano diferente de mim, foi tão bom conhece-lo cá fora, ouvir o choro dele que parecia um gatinho a miar.

Como tentas gerir o tempo?
 
Durante a semana geralmente tento ao final do dia ter o nosso family time, quando chegamos do trabalho um de nós dá banho ao Gui enquanto o outro faz o jantar, jantamos todos juntos, depois vamos brincar um bocadinho com o bebé, sem televisões, ipad ou telemóveis, por volta das 21h vamos deitá-lo, colocamos uma musica que nos foi recomendada para acalmar o bebé e prepara-lo para dormir e ficamos um bocadinho com ele no quarto até ele querer ir para o berço.
Ao fim de semana temos de o "dividir" com os avós paternos, que vivem um pouco mais longe de nós, normalmente passa um dos dias com eles para passear, brincar, dormir a sesta e nós aproveitamos para descansar ou fazer coisas pendentes.
 

Que conselho darias a futuros pais?
 
Aproveitem bem todos os momentos, passam tão depressa.

Alguma vez te arrependeste de uma decisão/opção? 

Arrependi-me de ter demorado tanto a mudar de pediatra, tivemos a mesma pediatra durante os primeiros 15 meses e cada vez que lá ia era uma fonte de stress para mim, saia de lá a achar que fazia tanta coisa mal que era um milagre o miúdo não estar obeso, ou qualquer coisa do género.

Para terminar, peço-te que definas a maternidade numa só palavra e expliques a opção.
 
Amor- é aquilo que sinto cada vez que penso no meu filho, em ser mãe.
 
Obrigada T. por este bocadinho. Beijinho para o Gui. :D

Let's talk about sex, baby!

Let's talk about sex, baby
Let's talk about you and me
Let's talk about all the good things
And the bad things that may be

 

No longínquo ano de 1990 as Salt-N-Pepa chocam o mundo, ao trazer a lume uma letra focada no discurso sexual. Apesar de, no domínio musical masculino, ser comum a alusão explícita ou implícita ao sexo, este grupo de rappers - mulheres - fala da necessidade de falar do sexo e das coisas boas e más. 

As Salt tinham razão. É preciso falar de sexo.

 

Durante séculos, o sexo foi um tabu. Associado ao pecado original, nas sociedades de tradição moral judaico-cristã, só no século XX vemos uma preocupação credível em estudar o comportamento sexual do homem nos estudos de Masters e Jonhson, ou no conhecido Kinsey Report. 

 

Para as mulheres foi a pílula que nos trouxe a liberdade de dissociar o sexo da reprodução. E isso abriu-nos um mundo de possibilidades que até então nos estavam vedadas. O viver livremente a nossa vida sexual, adiar a maternidade e até o casamento, vivenciando um conjunto de experiências sexuais prévias ao mesmo, são agora apanágio dos nossos dias.

Mas a verdade é que ainda resistimos imenso a falar de sexo. E, se em grupo exclusivamente feminino ou masculino, as conversas podem girar em torno desse domínio privado, a percentagem dos casais que falam abertamente sobre o seu comportamentos sexual e fantasias atinge mínimos históricos: estima-se que entre 12% a 30% (apenas) o façam. 

 

Sendo o sexo uma das muitas formas de comunicação entre um casal, o não falarmos de sexo com o nosso parceiro pode tornar-se um verdadeiro muro emocional, que pode ser preditor de uma má relação na cama. 

Aliás, a expressão sexual do casal é um barómetro do seu nível de comunicação, pelo que sexo e entendimento estão entrelaçados.

Falemos então das vantagens em termos conversas francas, abertas, sobre sexo com o nosso parceiro:

 

1. Estimulação. Ao falarmos sobre sexo, também visualizamos e experimentamos sensações eróticas que nos predispõem ao coito. Especialmente na mulher, permite aumentar a lubrificação, o fluxo de sangue e da temperatura na zona genital, tornando o toque posterior com maior prazer associado.  

2. Construção de fantasias conjuntas. Um imaginário comum, no sexo, permite a que ambos explorem os domínios comuns das suas fantasias, ou até que as projectem de forma conjunta. Encontrar uma linguagem própria, interesses semelhantes ou até conhecer os limites que cada um é capaz de suportar, torna-se essencial para o sucesso da relação sexual.

3. Aumento do grau de intimidade do casal. Falar sobre o sexo, experiências passadas e actuais, aumenta o grau de intimidade do casal, essencial para uma vivência sexual plena em relações a longo prazo.

4. Menos hipóteses de errar. Num mundo em que o orgasmo é medida absoluta da qualidade e se esperam desempenhos dignos de atletas olímpicos, temos que discutir entre nós aquilo que é plausível, atingível e desejável. A verdade é que devemos encarar o sexo do ponto de vista de um processo e não de um resultado apenas. Ainda que o orgasmo seja desejável, há um caminho a percorrer até lá e é mais fácil se for às claras!

5. Planeamento contraceptivo e protecção contra infecções sexualmente transmissíveis. O ónus da contracepção tradicionalmente pertence à mulher. No entanto, essa concepção é ultrapassada e discutir abertamente com o parceiro esses aspectos da vivência sexual poderão conduzir a relações mais prazenteiras para todos.

6. Ajuda a manter a paixão acesa.  Quanto mais falamos sobre algo que nos dá prazer, mais procuraremos realizar essa meta. É uma alavanca para ultrapassar medos, inseguranças, a conhecermo-nos melhor e a conhecermos o nosso parceiro. 

 

E então, vamos falar de sexo?

O dia do meu parto, vá o 1º.

Hoje deci contar-vos o dia do meu parto, do primeiro pilas.

Hoje porquê??? Porque me lembrei??? Porque não tinha nada para fazer???

Nada disso minha gente!!!

Hoje, sim hoje, o meu pimpolhito conhecido por Jake faz 5 anos, tá um homem!

Bem, há 5 anos atrás estava eu já no hospital à espera da minha vez.

41 semanas, parto induzido, não havia maneira do moço querer vir para o frio!

Era 7:10h da matina, toca a sair de casa apressadinhos, que estavamos a caminho de um dia especial, tão especial que deu a volta à barriga do homem, iamos a caminho do hospital e lá tivemos que parar pelo caminho, para quê?? Estaria eu me a sentir mal???

Outra vez enganados, o homem...esse sim, estava-se a sentir mal... (nem vos digo nem vos conto!)

Estava ali eu no meu Seat de 94 (nem sei porque fomos nesse...), à espera do homem que tinha ido ao monte!

"Oh que c@R@lh@, nunca mais se despacha! Estou piiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, por este andar nunca mais chego ao hospital!!" 

Certo é que era 8H em ponto e lá estava eu, a tremer por todos cantos!

Pensava novamente: "bem, logo à tarde já despachei isto (o parto) e já tudo passou!"- oh inosência!

Entretanto lá vou eu fazer a "triagem" e se não quando me dizem: "O parto só vai ser induzido às 14H, a correr bem, isto está um caus!"- e lá fui eu para o piso da Ginecologia.

Chego ao quarto e estava lá uma mulher que tinha sido operada e não estava a perceber o que raio estava eu lá a fazer, diz-me a senhora:

"Vai ficar internada??? É gravidez de risco?? Coitada!"

B- Não, estou à espera para ir ter o meu filho, não tem vagas no núcleo de partos."

S- Vai ter filho??? Como vai ter filho???? Vai ser prematuro????

B- Faço hoje 41 semanas.

S- 41 semanas ??? Onde está a barriga???

B- Está no cú da tua tia! - Foi o que pensei - sorrisinhos amarelo!

 

Vá, mas vamos lá acelerar a coisa...

Era 14:30h já tinha levado com a medicação e a epidural, mas óh diabo que dores insuportáveis!

Nisto lá entra o homem (já se tinham esquecido deste postal??? ), todo entusiasmado, afinal estaria por horas...

Começa as dores acelarar....

E na máquina, as contrações acusam decrescentemente, quando chega ao 6 já eu estava quase a expludir de dor e dizia o homem "tem calma, olha já está a passar!"

- Opá isso é aumentar a intensidade, quando chega ao 12 é que estou bem!

- Ah pronto, tem calma...

 

Mas naquele espaço da contração lá diziamos umas piadas parvas para nos rirmos.

 

Chega-se às 17h e vem o médico rebentar as àguas, oh céus, já me sentia rota de dores, eram insuportaveis as contrações e já tinha levado 3 doses de epidural no lombo.

Nisto pergunta o marido:

- Senhor Doutor, então para quantas horas temos aqui???

- Para mais 5horas.

 

COMOOOOOOOOOO???????????? 5HORAS??????????????????????????????

EU MORRRRRROOOOOOOOOOOOOOOOOOOO COM TANTA DOR!!!

Foi isto que pensei de imediato.

 

17:05

- Bem, vou comer, ainda não comi nada hoje.

- Vai lá. (MEU DESGRAÇADO, VAIS ME DEIXAR AQUI, A DEFINHAR COM TANTA DOR, AI SE EU PODESSE, ESTAVAS TÃO F****************)

 

17:10

- Olha perdi-me, ainda tentei sair daqui, mas não dei com a saída vim para trás. (aleluia irmãos)

- Chama a enfermeira!

- Porquê???

- Quero fazer coco!

- Então faz, queres fazer?? Faz aí!

- Chama a enfermeira QUE O BEBÉ ESTÁ A NASCER! - Isto claro já disse aos berros!

 

Minha gente, naquele momento, nem sei bem como, nem de onde, apareceu uma ceita delas à minha beira, até me senti intimidade com o meu berro de desespero.

- Ponha aqui as pernas, se faz favor. - feitas parvas estavam aos risinhos, pensavam que eu é que estava a fazer fita com as dores que tinha.

MAS...MAS...Você mexe as pernas!?!?  (sim mexia, podia ir dançar o vira, que as sentia lindamente!

 

Lá se começam a "esbarrar" umas contra as outras, afinal o moço já estava com presa para nascer e elas ainda nem o material tinham disponível na banca.

E começa:

- Puxe!!!

Papá, quer vir ver a cabeça a sair??? (mas que raio é isto??? querem que o homem caia aqui redondo??", mas lá foi ele ver...)

Marido:

- PUXA, PUXA, PUXA, TÁ QUASE, PUXA, PUXA!!!! ANDA, TÁ QUASE, PUXA, PUXA, ESTÁS A PUXAR MAL, PUXA, PUXA!!! - Raça do homem! Parecia que tinha engolido um disco e estava riscado!

Mas sempre aos polinhos, ora ia expreitar o andamento da coisa, ora vinha ter comigo perto da minha cabeça, parecia que tinha bichinhos carpinteiros!

Eram 17:50H e o Jake nasceu.

Depois de limpinho deram-me o Jake, para o pôr na mama.

- Porra o moço tem dentes??? - disse eu!!

Gaita que aquilo doeu! (e confesso, dar o peito para mim é horrivel, sempre tive muitas dores.)

Senti TUDO, desde o cortar ao cozer (acabou de cozer depois das 19h), mas no fim, tudo valeu apena.

Apesar de todas as dores e da epidural não ter feito efeito, correu tudo bem e foi um parto rápido. :)

 

Agora despeço-me com o desenho do Jake:

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Não me façam perguntas que eu não faço putos de idéia de quem é aquele 5º membro que está no desenho.  

 

Pai [im]perfeito - O pai da Matilde

A nossa rubrica some e segue, desta vez o meu convidado é o autor do blog O pai da Matilde  e a princesa tem agora 4 anos.

Desde já muito obrigada pelo teu testemunho 

 

1. O que é para ti a paternidade?

A paternidade para mim é uma partilha e uma aprendizagem constantes com uma pessoa que depende de nós e que temos a responsabilidade e o dever de educar e amar.

 

2. Como te caracterizas como pai?

Penso que posso afirmar que sou um pai atencioso, carinhoso, presente e paciente.

 

3. Enquanto pai de uma menina de 4 anos, qual o maior desafio até hoje?

Os desafios são diários e os maiores estão sempre relacionados com a segurança da Matilde a todos os níveis: a nível de saúde, físico e emocional. O desafio é tentar sempre ser o melhor pai possível e tomar as melhores decisões, espero que as decisões que vou tomando sejam as melhores e que ela se sinta feliz.

 

4. Quais as lições mais importantes que retiras destes 4 anos com a Matilde?

A lição mais importante está relacionada com a confirmação de que o amor incondicional existe.

 

5. Quais os teus maiores receios enquanto pai/homem?

Os meus receios estão relacionados com os meus desafios e os receios maiores são com a segurança afetiva, física e emocional da Matilde. Espero que ela se torne um ser humano independente, carinhoso, bom e feliz, e acima de tudo, que eu a ajude a delinear o seu caminho. Digo-lhe muitas vezes que ela pode ser aquilo que quiser, e que vou estar sempre ao seu lado para me assegurar que ela consegue.

 

6. Qual consideras a tua maior qualidade e o teu maior defeito enquanto pai?

Pergunta difícil e talvez eu não seja a pessoa indicada para a responder. Mas talvez seja o facto de ser um pai presente, às vezes até demasiado ,segundo a mãe, que gostava que ela fosse mais menina da mamã. :)

 

7. No teu blog tens a seguinte frase "A história do teu nascimento foi uma história difícil" posso perguntar porquê?

Porque foi uma gravidez de risco com as implicações que a mesma enceta.

 

8. No dia em que a tua esposa te disse "Estou grávida" - como recordas esse dia e como te foi dada a notícia?

Lembro-me perfeitamente desse dia e foi uma felicidade tremenda, quando recebes essa notícia muda logo algo em ti. Como fazíamos sempre o teste em conjunto soubemos ao mesmo tempo. Nunca perdi umas análises, uma consulta, uma ecografia, estive sempre presente em todos os momentos, quer da gravidez, quer após a Matilde ter nascido.

 

9. O dia do nascimento da Matilde (tendo em conta que assististe à cesariana) como foi e como descreves a experiência?

Foi mágico, no blog explico o que senti e o porquê de considerar o melhor dia da minha vida.

 

10. Ser pai é...

A melhor coisa que existe.

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Mães (Im)Perfeitas - A Catarina

Olá a todos sou a Catarina do blog 4reizinhos e devo dizer que fiquei muito surpreendida com este convite. Surpreendida e confusa. Porque raio me convidaram para uma entrevista sobre mães imperfeitas quando eu sou o cumulo da perfeição. Não concordam? Passem então lá pelo meu cantinho para perceberem a mãe mais que maravilhosa que eu sou. É verdade que sou um pouco distraída, mas até a data ainda não perdi nenhum dos meus pequenos e olhem que com quatro é difícil manter conta de todos. Até à data apenas tivemos incidentes menores. Já deixei o Guilherme fechado fora de casa. Já me esqueci de apertar o cinto da cadeirinha ao Leonardo. Já deixei cair um tacho em cima da cabeça de um dos gémeos... ah...ah...afinal escolheram a pessoa certa.

 

Olá Catarina! Que introdução tão perfeita para uma entrevista deste genéro. :) Conta-nos cá, que qeuremos saber tudo: o que tens aprendido nisto da maternidade?

 

A maternidade é uma aprendizagem constante. Todos os dias surge algo novo que nos ensina algo ou nos faz perceber que outras opções também se aplicam. No meu caso aprendi muito com o mais velho mas aprendi ainda mais com o segundo. Tudo porque percebi que o facto de terem personalidades tão distintas faz com que a minha postura para com eles tenha que ser diferente. Depois vieram os gémeos, numa altura em que pensava que já sabia tudo o que havia a saber no tema da maternidade e percebi que afinal não sabia nada. Continuo a aprender e vou continuar a aprender até ao fim da minha vida.

 

Como gostarias que os teus filhos te recordassem?

 

Não preciso que os meus filhos me recordem a mim como pessoa. O que eu gostaria que eles recordassem sempre é o amor que tive por eles. Gostaria que eles percebessem que todas as decisões que tomei, mesmo aquelas que acham injustas, foram todas tomadas com amor. Espero que um dia possam olhar para trás e dizer que sabem o que é o amor, o que é ser amados, o que é amar alguém.

 

Com 4 miúdos em casa, as birras devem ser uma constante. Ou nem por isso? Como reages quando elas surgem? 

 

Sei que vão pensar que é mentira mas não  temos assim muitas birras. Desde cedo perceberam que quando dizemos não é não e uma birra que não vai mudar nada. Por norma até funcionamos mais ao contrário. Primeiro dizemos não e quando eles mostram que merecem até acabamos por voltar atrás.  Claro que há casos e casos. Existem birras porque estão doentes, birras de sono, birras porque querem chamar a atenção. Como pais temos que perceber qual é o motivo da birra e definir uma estratégia para a sua resolução. Por vezes a solução é a coisa mais simples.

Por norma quando lhes surge uma birra deixo-os chorar, espernear, rebolar. Deixo-os fazer de tudo até se acalmarem. Depois pergunto-lhes que acham que agiram correctamente e mando-os para o quarto pensar no assunto. Para mim é importante que eles percebam o que os levou a fazer a birra para assim não tornarem a fazer o mesmo.

 

Queres destacar alguma gira? 

 

No últimos tempos o Leonardo andava a portar-se mal na piscina quando ia com o pai à segunda-feira. Certo dia perguntou-me se eu ia com ele e quando lhe disse que não respondeu-me que era injusto. Tudo porque eu vou dois dias à piscina com o Guilherme e apenas um com ele. Percebemos então que as birras se deviam ao facto de querer mais tempo comigo. Passei a ir com ele e nunca mais tivemos problemas.

 

Se tivesses que destacar um momento, enquanto mão, qual escolherias? 

Existem tanto, mas tantos… No entanto se pensar bem acho que há um que se destaca um pouco dos outros. Os gémeos nasceram de 33 semanas e tiveram que ficar internados na neonatologia. Custa horrores seres mãe mas não teres os teus filhos ao pé de ti. Não puderes pegar neles, não os puder levar para casa. Custa dormir à noite sabendo que os teus filhos não estão contigo. Passa a noite a pensar se estará tudo bem, se vais receber um telefonema a avisar o pior.

 

 Imagino que o tempo voe em vossa casa. Como o geres? Ou tentas, vá...

 

Cá em casa o tempo tem que ser muito bem gerido. Entre actividades, trabalhos, banhos e jantar não sobra muito tempo. Por sorte tenho um marido fantástico, que para além de ser um bom companheiro é também um pai extremoso. Juntos conseguimos dividir as tarefas, sempre ouvi dizer que é preciso dividir para conquistar, é assim que funcionamos. Por exemplo, eu deixo o Guilherme na bola, levo o Leonardo à piscina e aproveito para fazer aula de ginástica no mesmo horário. O marido fica em casa com o gémeos e trata do jantar. Se vai ele às actividades ficou eu em casa e trato dos pequenos. O marido limpa a casa eu trato das roupas e das refeições. No fundo somos uma equipa e remamos ambos para o mesmo lado. Se não fosse assim não seria possível conciliar tudo.

 

Que dificuldades encontras por teres uma família numerosa? O que há a mudar, na sociedade, nesse sentido? 

 

Se começasse a enumerar  todas dificuldades  ficava aqui o dia todo por isso vou só deixar as mais básicas. Sentimos dificuldade porque temos um pais envelhecido com uma baixa natalidade. O governo fala em apoios à natalidade mas a verdade é que as ajudas são mínimas. As famílias numerosas são até desfavorecidas em muitos sectores. Um exemplo é o numero de dias de assistência à família  a que temos direito. Uma mãe com um filho tem direito a 30 dias de baixa para assistência ao filho.No meu caso tenho direito a 33 dias, 30 dias pelo primeiro filho mais um dia por um dos outros.  Basta um dos rapazes ficar doente para a doença se alojar em casa e percorrer todo o agregado familiar o que resulta que os 33 dias vão imediatamente à vida e o que fazemos da próxima vez que estiverem doentes?

Outra dificuldade que enfrentamos é a discriminação da sociedade. Vivemos numa época de um filho, dois no máximo e quem opta por ter mais do que isso é olhado como lunático. Aparentemente,ninguém no seu perfeito juízo,deve ter mais do que dois filhos. Já perdi a conta às vezes em que me perguntaram se foi um acidente, se não tenho televisão em casa, se já ganhei juizo e vou parar por aqui.

Espero que seja apenas uma fase e que as pessoas aprendam a respeitar as opções de vida das outras pessoas mesmo que não concordem com elas.

 

 Alguma vez te arrependeste de uma decisão/opção? 

 

Nunca me arrependo. Continuo a dizer que se tivesse capacidade financeira tinha mais uns quantos filhos.

 

Que conselho darias a futuros pais? 

 

Ter filhos é a melhor profissão do mundo mas ao mesmo tempo é a mais exigente. Trabalhamos 24 horas por dia durante 365 dias por anos. Preparem-se para amar alguém com um amor que nunca pensaram que pudesse existir. Mas ao mesmo tempo preparem-se para ver os anos fugirem diante dos vosso olhos. Tenham filhos porque querem e não porque é suposto terem. Lembrem-se que depois de serem pais de alguém vão continuar a se-lo até ao fim da vossa vida.

 

Para terminar, peço-te que definas a maternidade numa só palavra e expliques o porquê.

 

Esta é difícil. Acho que a melhor palavra que define a maternidade é amor. Um amor extraordinário que sentimos pelos nossos pequenos. É o orgulho imenso quando vemos o primeiro sorriso. O êxtase com os primeiros passos. O sorriso quando ouvimos a primeira palavra. Porque cada feito e conquista faz crescer o amor que sentimos por eles. 

 

Agradeço à Caracol por se ter lembrado de mim e pelas magnificas questões que me colocou. 

 

Obrigada nós, Catarina, por este fantástico bocadinho. :)

A mãe (também) tem sexo

Desde o princípio dos tempos, o substantivo feminino comum "mãe" é assexuado. 

 

Não obstante perdermos a nossa identidade pessoal - ao sermos insistentemente chamadas de "mãe" nas escolas, centros de saúde e outros organismos públicos e privados - somos impelidas a corresponder a uma imagem santificada e assexuada quando entramos nos meandros da maternidade.

 

Porém, a verdade é que foi o sexo nos trouxe aqui e será o sexo que nos retirará deste papel, mais absorvente que o rolo de cozinha!

 

Nesta rubrica, A mãe (também) tem sexo, pretendemos abordar a sexualidade nas suas múltiplas vertentes, desde os desafios de viver uma sexualidade plena enquanto mulheres e enquanto mães, à forma de educarmos para uma sexualidade equilibrada e segura. 

 

Esperamos trazer-vos, de forma simples e bem humorada, textos informativos sobre este terreno por tantos explorado mas por tão poucos bem cartografado! Poderão ser dicas, reflexões, histórias pessoais e até estudos científicos em linguagem corrente. Na loucura das loucuras, faremos todo o gosto em responder a questões* dos nossos leitores, que se enquadrem neste domínio. 

 

Porque nós aqui, somos mães mais que [im]perfeitas... E como tal, (também) só podíamos falar de sexo!

 

Não percam, já na próxima quinta-feira, A mãe (também) tem sexo!, às 10 da matina!

 

 

 

* Caso tenham alguma questão que gostariam de ver respondida, podem enviar um email para vidaasfatias@gmail.com. 

Essenciais à sobrevivência parental


Esqueçam tudo o que já leram sobre produtos indispensáveis para bebés e crianças, esta é A lista que devem guardar.

Não precisam agradecer, estou cá para vos ajudar.

Por hoje, ficam só cinco, mas há mais. Oh, se há! 

um bom tira nódoas
 
  Tão ou mais importante que a primeira roupa que o petiz vai vestir, é imperioso que se invista num tira nódoas decente. Reservem uma verba razoável para ele, esqueçam as marcas brancas, apostem as fichas todas nas promoções, façam stock de for preciso. Acreditem, vão precisar. E quem disser "ah e tal, até às primeiras sopas não é preciso" é porque nunca teve um bebé com cocó até ao pescoço. Ah, mas não se esqueçam de usar o ciclo de lavagem para bebés ou fazer um programa maior, caso tenham miúdos muito pequenos ou com peles sensíveis. Só queremos tirar as nódoas da roupa - deles e nossa - não precisamos de lhes arrancar a pele.

Tupperwares

  Este é um produto com dupla função: além de servir para guardar as sobras do jantar que irão almoçar no dia seguinte, serve para entreter a canalha. Apostem na variedade de cores e diversidade de formatos, verão como mais dia, menos dia o vosso rebento estará todo entretido a criar e destruir torres de caixas herméticas. Dica extra: não digam, nunca, que os tupperwares são brinquedos, ou não conseguirão o efeito desejado.

Chaves de fenda/estrela

  Tenham sempre à mão. A maioria dos brinquedos para miúdos funcionam a pilhas e se o pai é, regra geral, quem os põe a trabalhar, vocês são as que desejam que aquilo "se cale" durante uns minutos. Confiem em mim e tenham uma chavita pronta a utilizar, numa qualquer gaveta da cozinha. A vossa sanidade mental vai agradecer.

Garrafas de plástico vazias

  O vosso bebé está aborrecido? Não quer nenhum dos brinquedos super giros e didácticos que vos custaram os olhos da cara? Não desesperem! Peguem numas massinhas ou grão de arroz e ponham dentro de uma garrafa vazia e seca. Fechem muito bem e se necessário, caso tenham um petiz habilidoso, colem a tampa. Têm umas maracas baratas que terminarão com o aborrecimento do entediado. Mais tarde podem também usar desenvolver motricidade e coordenação: -lhe uma garrafa vazia e uns quantos de macarrões para colocar lá dentro. Uns bons minutos de sossego, pelo menos até vos pedir para esvaziar a garrafa. Ainda mais tarde: cortem-lhes o topo e têm umas ricas formas para fazer castelos na praia.

Bolachas

Ou comida, no geral. Atire a primeira pedra quem nunca deu uma bolacha para calar o puto, para distrair de uma possivel birra ou até para ter só uns minutinhos de silêncio e sossego, tanto quanto será possivel durante o tempo que a bolacha dure. 

 

E por aí, mais algum essencial que se lembrem? Contem tudo! 

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Header original da Mula com ilustrações de Inslee Haynes e Emily Donald

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